As primeiras previsões, que apontavam para um ano de vacas ainda mais magras para o esporte em 2013, se confirmaram oficialmente na última sexta-feira, dia 22, com a abertura do edital do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe). O corte previamente anunciado pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL) foi confirmado e a verba pública destinada ao esporte neste ano será de R$ 1,678 mi, uma redução de R$ 1 milhão em relação a 2012.
Seguindo a filosofia da nova diretoria da FEL, a maior parte do dinheiro, R$ 878 mil, será destinada ao Programa de Formação Esportiva da Juventude. Novidade no edital deste ano, o Programa de Incentivo ao Esporte Olímpico, que substitui o Alto Rendimento, foi o que sofreu maior redução: terá apenas R$ 360 mil. A efeito de comparação, no ano passado o programa tinha R$ 1 milhão. O Programa de Esportes para pessoas com deficiência fica com R$ 80 mil e modalidades alternativas com R$ 60 mil.
Entre as modalidades do Programa de Incentivo ao Esporte Olímpico, o handebol masculino terá a maior parte: R$ 120 mil. Apesar de ter disponível "a maior parte do bolo", a verba é praticamente 50% menor que a dos últimos anos, quando a modalidade recebeu R$ 230 mil do Feipe. Sem condições de manter a equipe sem o dinheiro da Prefeitura, a ordem no time, que perdeu no final do ano passado o patrocínio da Unopar, é se adequar à nova realidade.
"Confesso que no início foi um susto, mas depois a gente acabou comprando a ideia. Vamos montar a equipe para tentar se manter, com jogadores jovens e apostar num trabalho a longo prazo. Assim, nos próximos anos, se a coisa melhorar, esperamos ser lembrados", comentou o técnico da equipe, Giancarlos Ramirez, que tenta não deixar a equipe morrer no ano em que completa o 16º aniversário e vê perspectivas de melhoras no cenário nacional.
Uma das preocupações do treinador para manter o projeto era com a contrapartida de 50%, problema que foi resolvido também na semana que passou com o acordo firmado com um patrocinador, que investirá R$ 70 mil, mas não teve seu nome revelado.
A outra modalidade coletiva que terá verba disponível é o futsal feminino. Os R$ 70 mil reservados animam a supervisora Vanda Sanches a reativar o time, 15 vezes campeão estadual adulto, depois de dois anos. "No ano passado foi R$ 80 mil, mas a contrapartida era 100%. Com R$ 70 mil e 50% de contrapartida ficou um pouco mais viável", observa a diretora.
Vanda, no entanto, mantém os pés no chão e não confirma a volta da equipe justamente por conta da contrapartida. "Temos algumas coisas em vista, mas ainda sim é difícil. Não adianta baixar a contrapartida se o empresariado londrinense não apoia", reclama.
Prevendo dificuldades, Ramirez e Vanda pediram ao presidente da FEL, Élber Giovani de Souza, para excluir a contrapartida em pecúnia, mas como o Feipe já estava em processo final de produção, o pedido só deverá ser analisado a partir do ano que vem. O handebol masculino e o futsal feminino são as únicas modalidades coletivas com vagas em ligas nacionais garantidas, critério obrigatório para poder apresentar projeto junto a FEL. As outras modalidades do programa olímpico são o atletismo e o taekwondo, que terão R$ 120 mil e 60 mil disponíveis, respectivamente. Os interessados têm até 22 de abril para apresentar projetos.

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