Demorou, mas a jóia que estava sendo lapidada pelo Londrina começou a brilhar. Bastaram quatro jogos seguidos como titular para o garoto Alan, 17 anos, mostrar que o torcedor alviceleste está prestes a ganhar um novo ídolo formado em casa.

Alan despontou no ano passado, no Campeonato Paranaense Juvenil, quando teve média de mais de dois gols por jogo. Logo subiu para o profissional, mas não teve chances de atuar.

Com Lio Evaristo, na Copa 100 Anos, pouco jogou. Veio Roberto Fonseca e as chances desapareceram. Com a chegada de Mauro Madureira e seu futebol ofensivo, o garoto, enfim, ganhou uma chance. Com a suspensão de Diego Macedo, foi escalado como titular e ganhou lugar cativo no time. Correu, driblou, e fez um golaço. Domingo, fez outros três e selou de vez a parceria com Diego Silva, o artilheiro do Paranaense, que voltou a jogar bem após a entrada de Alan no time.

O jovem atacante, porém, não deve ter tempo para preencher totalmente o espaço vago no coração do torcedor. Logo após o fim do Estadual ele deve se transferir para as Laranjeiras. Desde a Copa São Paulo de Juniores o Fluminense namora o jogador. Seus direitos federativos pertecem ao Londrina e ao Grupo Massa - 50% para cada.

Mais ''experiente'', ele deixou de ser aquele garoto tímido de poucas palavras. Ontem, a reportagem da Folha ''atrapalhou'' sua folga e interrompeu a conversa em uma sala de bate-papos na internet para entrevistar o atacante. Confira os principais pontos:

Chances no time
''Eu não tinha oportunidades antes. O Roberto (Fonseca, ex-técnico) às vezes me colocava 10, 15 minutos e não dava para mostrar muita coisa. Até que o Diego Macedo tomou o terceiro cartão amarelo contra o Iraty e o Mauro Madureira me deu uma chance. Ele me passou confiança e fui bem. De lá para cá fiz bons jogos e consegui me manter no time''.

Ídolo
''É complicado falar em ser ídolo, mas a torcida gosta bastante de mim. Depois do jogo contra o Nacional, dei muitos autógrafos. Na rua, muita gente vem me cumprimentar''.

Saída
''Procuro nem pensar nisso. Tenho pessoas que trabalham para mim (seus procuradores são os ex-zagueiros Alexandre Torres e Ricardo Rocha) e estou focado só no meu trabalho. Não tenho pressa para sair''.

Dupla com Diego Silva
''A gente se acertou, mas não é uma dupla, é um quarteto, que está se acertando, se entrosando, um ajudando o outro e isso é o diferencial''.

Emoção
''Quando meu pai veio ver o jogo contra o Nacional. Fiz um gol, fui comemorar com ele no almabrado, choramos muito. Meu avô tinha um sonho de ver meu pai jogador e não conseguiu, aí virou um sonho de família. Meu pai me deu muita força. Disse que se eu não fosse jogador, seria homem. Jogador ainda não sou, mas homem já''.

Cobranças
''Falaram 'cadê o Alan, que não brilha'. Tinha uma época que enchiam a minha bola e outra que só me criticavam. Isso é normal. A única forma de calar a boca desse povo era jogando''.

Responsabilidade
''Sou bem responsável e isso já vem do berço. Se eu estiver bem ou não, a humildade é que prevalece. Nunca vou deixar subir na cabeça''.

Ciúmes dos jogadores
''Tem alguns moleques que tem ciúmes sim, mas a maioria está comigo, gosta de mim''.

'Maria-chuteiras'
''Estou sossegado. Prefiro ficar centrado no futebol. Mas não dá pra dispensar (risos). Depois que eu estourar vai até sobrar (mulheres), mas agora é trabalhar''.

Classificação
''O time está bem, tenho plena convicção de que vamos nos classificar''.

Agradecimento
O Mauro (Madureira) me deu a oportunidade e tenho que ser muito grato a ele''.

Time - Alan é uma das armas do técnico Mauro Madureira para o confronto de amanhã à noite, contra o Iguaçu, em União da Vitória, pela penúltima rodada do Campeonato Paranaense. Com a liberação do zagueiro Macalé, do lateral Bruno Barros e do volante Wilson, o treinador terá força máxima para montar a equipe para o jogo decisivo. Dos três, apenas Macalé deve perder sua posição no time titular, já que Neto foi muito bem contra o Rio Branco.

Agressão - Até o início da noite de ontem, o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) não havia registrado nenhuma denúncia do Rio Branco contra o Londrina. A delegação do clube de Paranaguá teve o ônibus apredejado por torcedores do Tubarão após o jogo de domingo. Um jogador ficou ferido. Se a denúncia for oficializada, o Londrina pode perder o mando de campo. A reportagem não conseguiu falar com diretores do Rio Branco ontem.

Técnico aposta em Alan
Alan é uma das armas do técnico Mauro Madureira para o confronto de amanhã à noite, contra o Iguaçu, em União da Vitória, pela penúltima rodada do Campeonato Paranaense. Com a liberação do zagueiro Macalé, do lateral Bruno Barros e do volante Wilson, o treinador terá força máxima para montar a equipe para o jogo decisivo. Dos três, apenas Macalé deve perder sua posição no time titular, já que Neto foi muito bem contra o Rio Branco.
Até o início da noite de ontem, o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) não havia registrado nenhuma denúncia do Rio Branco contra o Londrina. A delegação do clube de Paranaguá teve o ônibus apredejado por torcedores do Tubarão após o jogo de domingo. Um jogador ficou ferido. Se a denúncia for oficializada, o Londrina pode perder o mando de campo. A reportagem não conseguiu falar com diretores do Rio Branco ontem. (T.M.)

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