São Paulo - Em dezembro, antes do sorteio dos grupos para a Copa, Franz Beckenbauer recebia com naturalidade a informação de que Ronaldinho Gaúcho havia sido apontado pela Fifa como melhor jogador do ano pela segunda vez consecutiva. ''Alguma dúvida?!'', perguntava o presidente do comitê organizador do torneio da Alemanha, em misto de admiração e constatação da obviedade do resultado da apuração.
Não, nenhuma dúvida. Nem o craque do passado nem a maioria do colégio eleitoral composto por técnicos e capitães de seleções do mundo todo vacilaram na escolha e cravaram o nome do brasileiro. Ronaldinho ganhou com larga margem de vantagem sobre seu companheiro de equipe, o camaronês Samuel Eto'o, e o inglês Lampard, do Chelsea, que compuseram o trio finalista.
A vitória referendou a fase extraordinária do astro, que em 21 de março completará 26 anos de talento fora do comum. Também fez com que aumentasse sua cotação para assumir o posto, simbólico, de 'rei da Copa' em 2006.
Sinal de maturidade, Ronaldinho Gaúcho assume a condição de superestrela do futebol e não esconde que o Mundial deste ano tem tudo para ser o ponto alto da carreira. Ele pode viver experiência semelhante àquela de outros brasileiros ilustres, como Pelé, em 58 e em 70; Garrincha, em 62; Romário, em 94; e Ronaldo, em 2002. Ou à de seu fã de carteirinha, Diego Maradona, destaque da campanha do bi da Argentina, em 1986, no México.
Ronaldinho Gaúcho, no entanto, tem concorrentes na própria seleção. Ronaldo, Kaká, Adriano são candidatos fortes, que correm por fora. Assim como o ucraniano Shevchenko, os argentinos Riquelme, Messi, o francês Zidane, o inglês Rooney dentre outros. Há ainda os que lutam para não ficar fora da festa, como o espanhol Raúl e o atacante Ricardo Oliveira.

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