Está na memória de Vitor Gedminas, o Vitão, ex-defensor do Comercial de Cornélio Procópio, a ''dureza'' que era jogar em Mandaguari: ''Tinha uma paraguaiada lá...'' Valente, que foi companheiro dos paraguaios, não recorda ao certo se eram três ou quatro, nem como chegaram. ''Talvez por causa daquela revolução lá, vieram bater aqui'', refere-se à tomada do poder no Paraguai em 1954, pelo general Alfredo Stroessner, que implantou a ditadura.
Conforme depoimento de João Paulino, o técnico Evaristo contratou os paraguaios ''ajudado'' pelo dono de um pequeno parque de diversões na cidade. ''Aquela ajuda teve a intenção de agradar ao presidente do clube (que era eu), para que o promotor (que também era eu) não fosse incomodá-lo no 'joguinho' que era realizado no parque.''
Arlindo recorda, entre os paraguaios, ''Sosa, o nosso becão''. E o mais brilhante de todos, o atacante Felix Cantalício LescaÀo Lopes, que recebia salário fixo e um valor a mais por gol. Falta certificar se contratos semelhantes já eram firmados ou não no país, mas o MEC e LescaÀo se regiam pelo ''espírito produtivista'' no esporte, que se acredita tenha sido estabelecido pela primeira vez em 1925, na Inglaterra. Então, o Arsenal contratou Charles Buchan, que estava no Sunderland, pagando a ele salário fixo e um valor complementar por gol.
No campeonato de 1960, o MEC, já cognominado ''Leão do Norte'', jogou 32 vezes, tomou 30 gols e marcou 75, anotou Raimundo Pinheiro Costa em reportagem na ''Folha de Mandaguari''. Destaque: o artilheiro do MEC e do campeonato, Felix LescaÀo, assinalou 40% dos gols de sua equipe, média de um por partida''.(W.S.)

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