A entrada de Cássio como titular no coletivo de ontem, no Estádio do Café, sugere que o técnico Varlei de Carvalho ainda tem dúvida para definir a lateral-direita do Londrina. Nos treinos anteriores, Renan ocupou a posição. Agora, Varlei começa a observar outra alternativa.
Ambos mostram velocidade no apoio ao ataque. Renan explora adequadamente os avanços. Recua depressa, marca em cima e cobre bem as investidas do ponta.
Renan da Silva Franklin, 21 anos e 1,78 metro de altura, surgiu em 1995 no Rio Branco de Venda Nova (ES). Depois, defendeu o Linhares (ES), Rio Branco de Americana (SP) e Comercial de Ribeirão Preto (SP). Quanto tinha apenas 18 anos de idade, viveu uma das melhores fase na carreira. ‘‘Me consideraram a revelação do Campeonato Capixaba. Procuro evoluir sempre’’, explica Renan. ‘‘Acho que eu e o Cássio faremos uma disputa sem rivalidade.’’
Renan não se descuida da forma. ‘‘Meu forte é o preparo físico. Tecnicamente, sigo aquilo que o esquema impõe. Ali no meu setor, é atacar e voltar logo. Defeitos? Preciso aprimorar os cruzamentos’’, admite.
Enquanto isso, o baixinho Cássio, igualmente versátil, acredita que consegue cumprir fielmente as exigências impostas aos alas. ‘‘Se um jogo anda embolado, é pelas laterais que a gente desafoga tudo. Isso é comigo mesmo. Me sinto em condições de ser titular, mas respeito o Renan. Não vamos decepcionar’’, garante.
Cássio Rogério Carrera, 26 anos e 1,68 de altura, começou no Blumenau (SC), lá permanecendo de 90 a 93. Em seguida, esteve no São José (SP), Rio Verde (GO), Londrina (em 96), Tubarão (SC), Sport Recife (PE) e novamente no Tubarão (SC). Segundo ele, os momentos mais importantes da carreira aconteceram no Sport, em 97, durante o Campeonato Brasileiro. Na goleada de 5 a 1 sobre o Cruzeiro, a imprensa o elegeu o melhor em campo. ‘‘Deu tudo certo naquele dia’’, lembra. Cássio também não se esquece de um gol que marcou na vitória (2 a 0) do São José sobre o Marília. ‘‘Foi um golaço’’, recorda.
Cássio e Renan brigam pela lateral-direita, mas, se o técnico Varlei precisar deles na esquerda, é só trocar o número da camisa. Os dois contam que, se for necessário, trocam de lado. No entanto, esbarrariam no futebol combativo de Da Guia, um ala aparentemente franzino, mas que usa o pé direito para mesclar força, arranque e velocidade. ‘‘Não me acomodo nunca. Não posso vacilar. Sei que o Renan e o Cássio jogam nas duas, mas confio em mim’’, afirma Da Guia, uma das principais contratações do Londrina para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Gilmar Ribeiro Santos (Da Guia), 27 anos e 1,75 metro de altura, iniciou a carreira no Bragantino, para o qual disputou a temporada 92-93. Em 95, transferiu-se para a Inter de Limeira e logo retornou ao Bragantino. Em 97, comprou o passe e, em 98, ajudou a levar a Barbarense à primeira divisão paulista. ‘‘Passei boas fases no Braga, mas o título pela Barbarense me emocionou muito’’, conta Da Guia..
Se o clube contratar Marquinhos Capixaba - o presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, faria mais um contato ontem à noite - o duelo nas laterais ficaria muito mais acirrado. Capixaba atuou como volante no Paranaense, mas, segundo Varlei, agora viria para atuar como ala pela direita.
No coletivo de ontem, os titulares ganharam dos reservas (2 a 1), gols de Mauro e Rogério. Beto descontou. Varlei escalou Renato (Geraldo); Cássio, Valder, Ivanildo e Da Guia; China, Mineiro, Alemão e Édson Vieira; Mauro e Rogério.
Para o amistoso de domingo, às 16 horas, no Estádio do Café, diante do Arapongas, os torcedores pagarão R$ 1,00 e R$ 2,00, nas gerais e numeradas. Para a estréia na Série B, contra o Remo, no dia 2 de agosto, os ingressos custarão R$ 5,00 (arquibancadas) e R$ 10,00 (cativas).

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