São Paulo - A pouco mais de 48 horas do início do Campeonato Brasileiro, três dos maiores clubes do País buscam desesperadamante um técnico. São Paulo, Palmeiras e Flamengo têm poucas opções para substituir, respectivamente, Emerson Leão, Candinho e Cuca. Os maiores nomes estão muito bem empregados e trabalhando no exterior.
Luiz Felipe Scolari, depois de garantir o vice-campeonato europeu para a seleção portuguesa, está prestes a garantir uma vaga na Copa do Mundo da Alemanha. Vanderlei Luxemburgo dirige o Real Madrid e, apesar das derrotas na Copa dos Campeões e na Copa do Rei da Espanha, tem crédito com o presidente Florentino Perez, que pretende deixar na mão do treinador brasileiro a responsabilidade de iniciar uma nova geração de galácticos.
Leão deixou o campeão paulista São Paulo no meio da disputa da Taça Libertadores para ganhar R$ 600 mil no inexpressivo Vissel Kobe, do Japão, e só deverá retornar para o futebol brasileiro ano que vem.
Completando o quarteto dos chamados treinadores ''top'', Carlos Alberto Parreira segue intocável na direção da seleção brasileira e não deve, salvo uma catástrofe nas Eliminatórias, perder a vaga para a disputa do Mundial no ano que vem.
Dos treinadores de segundo escalão, o mais palpável seria Levir Culpi, que perdeu o título mineiro com o Cruzeiro para o Ipatinga, em pleno Mineirão. O São Paulo já teria mostrado interesse por Levir, que, apesar da fama de falhar nas finais, conquistou o título paulista em 2000. No Palmeiras, ele é apontado como um dos responsáveis pela queda para a Série B do Brasileiro em 2002.
Do mesmo nível de Levir, estão Tite (Atlético-MG), Muricy Ramalho (Internacional), Abel Braga (Fluminense), Nelsinho Baptista (Nagoya Grampus-JAP) e Renê Simões (Vitória). Tite, que não teve tempo para organizar o milionário Corinthians da MSI, inicia um trabalho no Atlético-MG. Nelsinho diicilmente trocaria os dólares do oriente, enquanto Muricy, Abel e Renê sagraram-se campeões estaduais.
A situação de palmeirenses, são-paulinos e flamenguistas fica ainda pior quando até os ''jovens promissores'' já estão preparados para a estréia no Brasileiro. Zetti acertou hoje com o Bahia. Péricles Chamusca aposta na estrutura do Goiás, Paulo César Gusmão tem o apoio do presidente Bebeto de Freitas para tentar reerguer o Botafogo-RJ, enquanto Giba quer tirar a Portuguesa da Série B.

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