A cronologia dos acontecimentos
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Por Livio Oricchio 
São Paulo, 30 (AE) - A Justiça italiana precisou de três anos e sete meses para concluir que não houve culpados pela morte de Ayrton Senna. Do dia 1.º de maio de 1994, data da morte do piloto e abertura do inquérito, até a absolvição dos seis acusados de homicídio culposo, dia 16 de dezembro de 1997, ocorreu de tudo dentro e fora do processo. Desde tentativas de esconder provas até ameaças de retirar a Itália do calendário da Fórmula 1. Cronologia dos fatos: 1.º de maio de 1994 - Às 14h17, a Williams FW16-Renault de Senna segue reto na curva Tamburello do Circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. O impacto contra o muro, a 216 km/h, fere mortalmente o piloto na cabeça. Às 19h05, na porta do pronto socorro do Hospital Maggiore de Bolonha, para onde Senna fora transportado de helicóptero, a doutora Maria Tereza Fiandri solicita silêncio dos jornalistas, e diz profundamente comovida: "O senhor Ayrton Senna não registra mais atividade cardíaca, ele está morto." Era o que as autoridades italianas aguardavam para iniciar a investigação sobre as causas do acidente, processar eventuais culpados e interditar o autódromo de Ímola. 13 de maio de 1994 - Logo depois de o austríaco Karl Wendlinger, da Sauber, se acidentar e entrar em coma, já no primeiro treino da Fórmula 1 depois das tragédias de Ímola, no GP de Mônaco, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley, anuncia ainda no Principado uma profunda modificação no regulamento técnico da categoria. Ela vale já para a etapa seguinte do Mundial, na Espanha. Uma ampla reestruturação da segurança dos carros e dos circuitos da Fórmula 1 tem início. 24 de fevereiro de 1995 - O promotor Maurizio Passarini apresenta relatório de 500 páginas à Justiça. De acordo com a perícia realizada, Senna perdeu o controle da Williams por causa da quebra da coluna de direção da sua Williams. O documento sugere que houve negligência dos técnicos da equipe numa emenda feita na coluna de direção. 19 de abril de 1995 - O autódromo de Ímola é reaberto, mas o traçado da pista passa por profunda remodelação. 30 de janeiro de 1996 - Max Mosley anuncia que todos os carros de Fórmula 1 passarão a ter uma caixa-preta semelhante à dos aviões, a fim de auxiliar nas investigações sobre acidentes. As placas dos computadores do carro de Senna, que poderiam talvez até esclarecer o caso, foram retiradas por integrantes da Williams quando o carro ainda estava na pista, em Ímola, logo depois do acidente. Mais tarde foram entregues à Justiça italiana, mas vários dados haviam sido apagados. A Williams alegou que as placas se danificaram no acidente. 25 de junho de 1996 - Seis personagens são acusados por Maurizio Passarini de homicídio culposo (involuntário) pela morte de Senna: Frank Williams, dono da equipe, Patrick Head, sócio de Frank e diretor-técnico da organização, Adrian Newey, projetista do modelo FW16, Roland Bruynseraede, inspetor de segurança da FIA, Frederico Bendinelli, sócio da empresa Sagis, administradora do Circuito Enzo e Dino Ferrari, e Giorgio Poggi, diretor do autódromo. 16 de dezembro de 1996 - Justiça italiana decide que os seis devem ir a julgamento. 17 de dezembro de 1996 - Max Mosley ameaça retirar a Itália do calendário da Fórmula 1 caso os acusados sejam condenados 20 de fevereiro de 1997 - Sessão de abertura do julgamento dos seis acusados. 16 de dezembro de 1997 - Williams, Head, Newey, Bruynseraede, Bendinelli e Poggi são inocentados pelo juiz Antonio Costanzo. //FIM/REP/REDAEESP/


