A capacidade de aprender com os velhos mestres
Antes de ingressar no profissionalismo na verdade, já foi técnico dos profissionais da Lusinha por 17 dias, no final de 2001 , Vieira já passou pelas categorias de base do PSTC e da própria Lusinha. Segundo ele, seus times sempre se caracterizaram pela ofensividade. ''Pretendo escalar o Nacional com três atacantes''.
Para formar seu estilo, Vieira sempre teve um interesse incomum pelo trabalho de velhos colegas. A experiência mais recente foi um estágio com Nelsinho Baptista, no Goiás. ''Ele é um cara íntegro, que sabe muito sobre futebol. Também aprendi que sistema de jogo, tática e estratégia são três coisas distintas''.
Não faltaram mestres para o ex-meia-esquerda do Londrina, que abandonou o curso de Educação Física no segundo ano. Ele enumera: Carlos Alberto Torres, Jair Pereira, Zagallo.
Na lista, estão mais dois nomes, pouco conhecidos no País: o mexicano Ignácio Trelles, uma lenda do futebol, que comandou a seleção mexicana em quatro Mundiais (''Ele ficava na beira do campo, de bengala, instruindo com um megafone'') e o colombiano Picci Restrepo. ''No Exterior, aprendi uma coisa que vou sempre procurar aplicar. Quem tem que correr é a bola e não o jogador''.
De técnica apurada como jogador, Vieira já adotou um exercício com a marca de Cilinho, outro velho mestre. Para aprimorar o controle de bola, ele distribui bolinhas de tênis. Na sequência, bolas maiores, também de borracha. E como crianças, os jogadores fazem embaixadinhas por 20 minutos. (L.F.M.)





