Dois jogadores de beisebol da região de Londrina poderão ser vistos defendendo o Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio-2007, em julho. Eles surgiram nos campos da região e hoje jogam como profissionais nos Estados Unidos. O mais experiente é Anderson Gomes dos Santos, o 'Maizena', 22 anos, nascido em Assaí (36 km a leste de Londrina), que defende há três anos o Chicago White Sox, de Chicago, na National League Baseball.
O outro é o londrinense Gilmar Henrique Pereira, 18, fenômeno que surgiu no pólo de beisebol do Projeto Futuro, desenvolvido pela Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) em sua sede campestre, em parceria com a Fundação de Esportes (FEL). O jogador está fora do País desde os 15 anos e tem contrato de três anos (até dezembro de 2008) com o Philadelfia Phillies, de Filadélfia, que disputa a mesma liga do Chicago. Antes de desembarcar nos Estados Unidos, Gilmar passou pelo beisebol japonês e venezuelano.
O assaiense Anderson é destaque da seleção brasileira, mas ainda está batalhando uma vaga de titular no White Sox. Ele foi o único brasileiro eleito para o Jogo das Estrelas da Major League, que reúne os destaques das duas ligas americanas - a National e a American League.
Anderson joga no Chicago ao lado do paulistano Paulo Roberto Orlando. Ambos tiveram no último domingo a segunda oportunidade de atuar como titulares. Foi no jogo contra o Seattle Mariners, em Peoria, no Arizona, que teve vitória do Chicago por 12 a 7. Nesta época, as equipes estão fazendo a pré-temporada (Spring Training) para a Liga 2007, que inicia no final do mês.
Anderson e Paulo foram destaques do time de Guarulhos-SP na conquista da última Taça Brasil Adulto, realizada em dezembro passado. Eles deverão se juntar à delegação brasileira somente na fase final de treinamentos, às vésperas dos Jogos do Rio-2007.
Já Gilmar Pereira está no Brasil treinando com a seleção em Ibiúna (SP), no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS). Ele pertence ao Philadelfia, mas como a equipe conta com mais de 30 jogadores e só 18 entram em campo (entre titulares e reservas), o clube americano o mandou para Valência, na Venezuela, onde a equipe mantém uma de suas academias no exterior.
Gilmar está com a seleção em Ibiúna porque ainda não iniciou a Liga americana. ''Posso ser chamado a retornar para lá a qualquer momento, mesmo que tenha que voltar ao Brasil para jogar o Pan'', disse o londrinense à Folha.
Ele é considerado um ''fenômeno'' pelo diretor de beisebol da Acel, Miguel Nishihara. ''O biotipo dele o ajudou a se destacar entre os demais meninos da Acel, que são na maioria descendentes de japoneses. Ele é muito forte, tem potência e mais de 1m90 de altura'', observou o dirigente.
Gilmar conheceu o beisebol na escola em que estuda, localizada próxima à sede da Acel, na zona leste de Londrina. ''Eu tinha 10 anos e o pessoal da Acel me chamou para treinar, integrando um projeto social. Fui me desenvolvendo e aos 12 anos fui convocado para a seleção. Passei a morar no CT de Ibiúna e vinha para Londrina só nas férias e para jogar pela Acel em Brasileiros'', lembra o atleta. No centro de treinamento, Gilmar teve que a aprender a falar japonês e inglês para posteriormente ser encaminhado para jogar no exterior.
Aos 15 anos surgiu um contrato no Japão e o londrinense foi para lá disputar o Campeonato Colegial. Dois anos depois assinou seu primeiro contrato profissional, com o Philadelfia. ''Poderia dizer que me sinto realizado, mas ainda falta muita coisa. O último ano foi de adpatação ao beisebol profissional e o nível é muito alto. Vou ter que trabalhar muito'', resumiu.

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