Os deuses do futebol estavam de boa vontade com o Botafogo. Ofereceram três excelentes oportunidades para o time abrir o placar, e quem sabe até, a partir daí, liquidar o adversário ainda no primeiro tempo. Mas os presentes foram desperdiçados em conclusões bisonhas. Aborrecidos com o desprezo, os deuses decidiram punir o Alvinegro com a mais antiga das leis do jogo: quem não faz, leva. E o Inter acabou vencendo por 2 a 0, retornando ao G4, mantendo o clube carioca na 15ª posição, próximo da zona do rebaixamento.
O Inter teve a posse da bola desde o começo, mas o time mostrava alguma lentidão para chegar até a área adversária, e principalmente desatenção na defesa, tanto que entre os 20 e os 27 minutos o Botafogo jogou fora as tais chances, a primeira com Wallyson encobrindo Muriel sem sucesso, a segunda com Zeballos, completando torto, e a terceira novamente com Wallyson, que se enrolou todo e bateu em cima da zaga. Até que aos 40, Alex recebeu curto de D'Alessandro emandou um belo chute de fora da área, por cima de Jefferson: 1 a 0. Vale ressaltar que o Inter perdeu dois jogadores por contusão, Jorge Henrique e Muriel, o que não foi suficiente para o Alvinegro esboçar uma reação.
Com a vantagem, mais tranquila diante da cobrança da torcida – vinha de três derrotas - e equipe gaúcha voltou para a etapa derradeira jogando com maior rapidez, envolvendo o Botafogo, e logo aos 13minutos ampliou, com Eduardo Sasha escorando de cabeça o escanteio cobrado por Alex. Vagner Mancini ainda tentou substituições para desafiar os deuses, que não deram mais a chamada colher de chá.
Pelo contrário, o Inter ainda teve pelo menos três oportunidades, com D'Alessandro, que chegou a acertar a trave direita de Jefferson. Mas a partida estava irremediavelmente decidida. Resta ao Alvinegro maior precisão na quarta, diante do Bahia, no Maracanã.

Imagem ilustrativa da imagem A bola pune, Botafogo!
Imagem ilustrativa da imagem A bola pune, Botafogo!