São Paulo - O clássico entre Corinthians e São Paulo, às 16h, no Morumbi, é mais um daqueles para ficar na lembrança de qualquer torcedor. Além de decidir o campeão do Torneio Rio-São Paulo, o jogo se transformou num tira-teima particular.
O Corinthians de Carlos Alberto Parreira, que já eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, venceu também duas vezes no Rio-São Paulo, por 3 a 1 e 3 a 2. Hoje, sairá campeão mesmo perdendo por um gol de diferença, desde que o número de cartões dê empate.
O São Paulo de Nelsinho Baptista imagina dar o troco no rival e uma resposta à própria diretoria justamente no último e decisivo jogo. A ‘bronca’ dos jogadores com o Corinthians só não é maior do que o desejo de vingança de Nelsinho contra seu próprio diretor de futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, responsável direto por seu repentino pedido de demissão.
A rivalidade histórica entre as duas agremiações é outro quesito que galvaniza o clássico ainda mais. O jogo deste domingo é o último de uma série de cinco, em pouco mais de quatro meses. A vantagem do Corinthians é indiscutível: em quatro jogos, três vitórias (3 a 1, 2 a 0 e 3 a 2) e uma derrota (2 a 1). A chance da vingança tricolor é agora.
O próprio Parreira prevê um jogo tenso, nervoso, típico de decisão. Ele tem a dimensão exata do que vai enfrentar. ‘‘O São Paulo vai fazer o jogo da vida dele. É a última chance que eles têm de ganhar um título. Com certeza, estão com o Corinthians na garganta por tudo o que aconteceu na Copa do Brasil. Será uma partida dificílima’’.

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