Quem passar pelas quadras de tênis do Londrina Country Club esta semana vai se deparar com uma cena interessante. Ao lado da measa central da organização do Correios Tenis Cup (torneio internacional que está reunindo na cidade mais de 300 atletas de até 18 anos da América do Sul) há um quiosque de uma loja onde os funcionários não fazem outra coisa senão consertar raquetes.
  O responsável pelo encordoamento das raquetes no local é Elcio Gazola, 27 anos, empresário que durante muitos anos ganhou a vida trabalhando como boleiro. Aos poucos foi aprendendo a arte de ‘‘amarrar’’ os fios de nylon nas raquetes, ganhou projeção e hoje é proprietário da loja Tennis Shop, de Londrina. Além da sua loja, só há outra em Londrina que faz esse tipo de serviço.
  Na empresa trabalham ele, uma irmã, um funcionário e o seu irmão Emerson, mais conhecido no meio como ‘‘Italiano’’. Emerson, que faz esse tipo de serviço desde o início da década de 90, ensinou há 12 anos a Elcio os segredos de um bom encordoamento. ‘‘Não é tão difícil. Mas precisa ter paciência e o principal é ter e saber usar essa máquina’’, disse Elcio, apontando para o equipamento usado para fixar as raquetes, que lhe custou R$ 7 mil.
  Elcio conheceu o tênis como boleiro, aos 7 anos, e até os 15 se dividia entre o trabalho de catar bolas e os treinamentos para torneios dentro do Estado. Nesta idade (15 anos) decidiu parar de competir para se dedicar apenas ao trabalho com raquetes. E o ganho não é nada desprezível. Ao contrário, muito atrativo: ‘‘Um encordoador conserta em média 20 raquetes por dia. Ao custo de R$ 10 por raquete, fora o lucro que se tem com as cordas, isso dá um bom lucro no final do mês’’, informou Elcio.
  No torneio no Country sua empresa é exclusiva neste trabalho. Nos jogos do fim de semana, por exemplo – o torneio começou no sábado e termina no próximo domingo – Elcio chegou a consertar 50 raquetes num só dia.

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