48 times paulistas já empregaram 86 técnicos
Ribeirão Preto, 24 (AE) - Se uma derrota pode causar a demissão de um técnico no futebol, Luiz Carlos Ferreira surpreendeu muita gente na Série A2 do Campeonato Paulista. Após levar o Santo André à liderança do Grupo 1, com uma vitória a mais que a Ponte Preta, e praticamente garantir o time do ABC num dos quadrangulares semifinais, ele pediu as contas. Seu destino é o XV de Piracicaba, que está em quinto no Grupo 2 e ainda sonha com uma vaga. É um caso curioso na ciranda de técnicos.
Nas três principais divisões do estadual, os 48 clubes já utilizaram, até agora, 86 profissionais. Tata é o mais cotado para assumir o Santo André na Série A2, que já empregou 31 técnicos, sendo que cinco deles dirigiram mais de um clube - Valter Ferreira, por exemplo, comandou Mirassol, Comercial e agora está no Paraguaçuense. Com tantas mudanças, é fácil deduzir porque América, Botafogo, Etti Jundiaí, Francana e Ponte Preta - os únicos que não trocaram de comando - estarão nas semifinais da competição.
Na A3, metade dos clubes mudaram de treinador. Ao todo, 26 ocuparam esse cargo. Garça e Rio Preto, mesmo disputando as primeiras colocações, não perdoaram seus profissionais. Bandeirante, Nacional, Oeste, São Bento, União de Mogi, Taubaté, XV de Jaú e Atlético Sorocaba mantêm seus técnicos. Nenê está no Atlético há cerca de quatro anos.
Nem a última posição e a ameaça constante de rebaixamento o incomodam.
Na Série A1, sete clubes - Portuguesa, Guarani, Barbarense, Rio Branco, São Paulo, Santos e Palmeiras - são as exceções. Mas foi a divisão que mais empregou: 34 treinadores diferentes. Nessa relação de 86 profissionais, estão descontados os treinadores que dirigiram clubes de mais de uma divisão, como Vilson Tadei, Carlos Rabelo, Roberval Davino (dirigiu Matonense, Araçatuba e Mirassol), Wanderley Paiva e Varlei de Carvalho. Estão incluídos, porém, dirigentes e preparadores físicos, além de profissionais que nem passaram do túnel do vestiário. Com as chances de classificação e ameaças de rebaixamento nas séries A2 e A3, esse número ainda deve aumentar nas próximas semanas.





