30 anos do maior 'Clássico do Café' de todos os tempos
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem 
Há 30 anos, uma das maiores rivalidades do interior do Brasil chegava ao seu ápice. Era 29 de novembro de 1981, dia do segundo jogo da final do Campeonato Paranaense daquele ano. A decisão era entre os arquirrivais Londrina e Grêmio Maringá. Naquele que é considerado o maior confronto entre os times, por sua importância, o Tubarão levou a melhor e faturou o bicampeonato estadual em cima do maior rival.
Exatamente três décadas depois, o clássico praticamente deixou de existir. O Grêmio Maringá virou clube-empresa, está na terceira divisão do Paranaense e tenta ressurgir nas mãos do polêmico empresário Aurélio Almeida, que já foi dono também do Real Brasil e Império do Futebol. Já o Tubarão por pouco não teve destino semelhante. Também chegou ao fundo do poço, mas foi entregue à gestão empresarial da SM Sports e começa a ressurgir. Está de volta à primeira divisão estadual e promete brigar pelas primeiras posições no ano que vem.
Enquanto confrontos como aquele do dia 29 de novembro de 1981 não voltam, o jeito é relembrar a batalha épica, que levou 43 mil pagantes ao Estádio do Café para empurrar o Tubarão.
O Londrina vinha de uma fila de 19 anos sem conquistas, desde o Estadual de 62. Pior que isso foi ver o tricampeonato do Galo em 63, 64 e 77. Na partida de ida, disputada no Willie Davids, em Maringá, no dia 22 de novembro, o time alviceleste havia vencido por 3 a 2, o que dava a ele a vantagem do empate na volta.
A vantagem ficou maior aos 14 minutos de jogo, quando Paulinho abriu o placar para o Tubarão. O empate alvinegro veio 8 minutos depois, com Silvinho. O jogo era tenso. O Grêmio não queria perder para o histórico adversário. Mas não teve jeito. Veio o segundo tempo e Carlos Alberto Garcia, que havia acabado de entrar, fez o gol da vitória e do título alviceleste, aos 29 minutos.
A partida ficou parada por 12 minutos. Os jogadores do Grêmio reclamavam de uma suposta falta de Garcia. O zagueiro Osiris foi expulso por ter agredido o árbitro Newton Martins. O time de Maringá ainda perdeu Detti também expulso, minutos depois.
Veio o apito final e a invasão da torcida. A emoção tomou conta do Café e os jogadores foram sendo despidos pelos torcedores, que queriam levar uma recordação da tarde histórica.
''Mesmo trabalhando, a emoção era muito grande, afinal é o time da cidade, que eu acompanhava há muito tempo. Vivi o Londrina desde que ele nasceu'', descreveu o repórter da rádio Paiquerê AM, Jairde Antonio Prata, o Tatinha.
Ele presenciou praticamente todos os ''Clássicos do Café'' da história e não tem receio de cravar: ''Pela importância, por decidir um título, pela emoção, foi o melhor e mais importante de todos, sem dúvida''.
EM LONDRINA
Londrina 2
Neneca; Toninho, Zequinha, Fernando e Zé Antônio; Luiz Gustavo, Zé Dias e Nivaldo (Carlos Alberto Garcia); Paulinho, Zé Roberto e Carlos Henrique. Técnico: Urubatão Calvo Nunes
Grêmio Maringá 1
Rubens; Detti, Elói, Osiris e Ricardo; Élcio, Ademir e Silvinho; Paulo César (Lola), Jacy e Nei (Neguinho). Técnico: Wilson Francisco Alves
Árbitro: Newton Martins
Estádio: Do Café
Gols: Paulinho, aos 14, e Silvinho, aos 22 minutos do 1º tempo; Carlos Alberto Garcia, aos 29 do 2º tempo
Expulsões: Detti e Osiris
Público: 43.412 pagantes
Renda: 9.818.450,00 cruzeiros



