Terceiro melhor carateca do mundo na categoria até 67 Kg, o londrinense Vinícius Figueira retornou ontem da Alemanha, onde conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial. Recebido por familiares e amigos, que lotaram o saguão do Aeroporto Governador José Richa, o atleta relembrou o início da carreira e disse acreditar que o resultado possa significar mais apoio.
"Era um sonho grande participar desse Mundial há muito tempo. É o maior campeonato do mundo, teve 100 países participando", afirmou Figueira, o primeiro medalhista brasileiro da categoria até 67 Kg na história dos campeonatos mundiais organizados pela WKF (Federação Mundial de Karatê). "Lembro que no Mundial passado estava assistindo na casa do meu ‘sensei’ (Marcelo Oguido) e falei para ele que estaria no próximo. Trabalhei muito para chegar lá e hoje posso dizer que sou medalhista. Só tenho a agradecer a todo mundo que me ajudou", vibrou.
Para Oguido, técnico que o acompanha desde o início da carreira – o lutador começou a treinar aos 11 anos -, o resultado é fruto da dedicação do carateca. "Poucos brasileiros fizeram história nos mundiais organizados pela WKF e o Vinícius está começando uma trajetória que tem tudo para ser ainda mais vitoriosa. Ele, sem dúvida, merece tudo o que está acontecendo pela determinação e foco que sempre apresentou", elogiou. "Lembro de quando a gente começou, no tatame de carpete, e ele já mostrava que era um menino diferente", relembrou.
Para se ter uma ideia da dificuldade do Mundial, a América do Sul conquistou apenas três medalhas. Além do bronze de Figueira, o gaúcho Douglas Brose, considerado o maior nome do caratê brasileiro na história, alcançou o bi mundial. A terceira foi o bronze do venezuelano Antonio Díaz, no Kata (estilo apresentação).
A dupla espera agora que o bronze no mundial possa significar mais apoio em Londrina. Sem ter como se manter financeiramente, Figueira trocou sua cidade natal no ano passado para defender as equipes dos municípios de Ribeirão Preto (SP) e Itajaí (SC). "Aqui (Londrina) é minha casa, nasci e fui criado aqui. Agora, acredito que a visibilidade pode aumentar, mas temos que correr atrás", falou o lutador de 23 anos, que conta com um único patrocinador da cidade.
"Esperamos que alguma empresa possa ver todo esse esforço. Apoiar um menino que atingiu um nível desse seria interessante para muitas empresas. É um talento formado aqui. Vamos trabalhar por isso agora também", emendou Marcelo Oguido.

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