Da Redação
Os brasileiros que integraram o grupo internacional de pára-quedistas para a tentativa da quebra do recorde mundial de formação em queda livre estão em festa. Saltando na quinta-feira sobre Ubon Ratchathani, na Tailândia, eles conseguiram a nova marca oficial, com 282 atletas e o tempo de 7s11. Houve muita comemoração por parte dos participantes e organizadores. O recorde anterior era de 247 pessoas, obtido no ano passado em Illinois (EUA).
Na quarta-feira, o grupo havia conseguido fazer a formação com 285 pára-quedistas; porém, para ser confirmado como recorde pela Federation Aeronautique Internationale, ela precisava ter duração mínima de pelo menos três segundos e eles ficaram dois segundos. Mas a marca entrou para o Guiness Book como a maior formação completada. Segundo Ricardo Pettená, da Azul do Vento-Skydive Campinas, um dos capitães da equipe brasileira, BJ Worth, o idealizador da tentativa, telefonou à noite para o comandante das Forças Armadas da Tailândia. ‘‘Ele pediu autorização para utilizarmos a Base Aérea de Ubon Ratchathani e os aviões Hercules da Royal Thai Force apenas para mais um salto, que seria quinta-feira, dia em que estava marcado nosso retorno. Eles deram sinal verde’’, informou.
Segundo Pettená, todos queriam terminar o evento com o recorde mundial oficial, inclusive os dirigentes locais. Na quarta-feira, o World Team fez os últimos ajutes e o grupo subiu a 22 mil pés, em quatro aeronaves. Esta seria a última chance. ‘‘A figura foi formada e vôou como nunca se viu em outros recordes. Ela ficou intacta, totalmente estável durante 7s11. O salto foi oferecido ao rei Bhumibol e aos tailandeses, que sempre apoiaram e torceram pelo grupo’’, explicou ele, empolgado.
‘‘Os brasileiros mostraram habilidade, técnica e capacidade que nenhum outro time demonstrou. Estamos orgulhosos de ter contribuído para o recorde e, acima de tudo, por termos representado o Brasil à altura. No salto da quarta-feira, Alexei de Lucca teve uma leve contusão no joelho e decidiu ficar de fora do salto de quinta’’, enfatizou Pettená, que comandou os brasileiros ao lado de Rogério Martinati.
A terceira marca atingida pelos pára-quedistas de 39 países foi o de maior número de atletas saltando ao mesmo tempo, 572, logo no início do evento e que foi assistido pelo rei Bhumibol.

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