2013: ano deve marcar crescimento do handebol
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domingo, 16 de dezembro de 2012
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
Embalada pelo bom momento da modalidade nos últimos anos, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) projeta para 2013 um ano de muito crescimento. Segundo o presidente Manuel Luis de Oliveira, o ano deve marcar o início de uma série de ações que visam colocar o handebol na lista de candidatos à medalhas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
A primeira delas é a injeção de verba pública na Liga Nacional, o principal campeonato da modalidade no Brasil. Nos últimos anos, a falta de investimento fez o torneio simplesmente esvaziar. Em 2011 e 2012, apenas sete participantes entraram em quadra tanto na versão masculina como na feminina.
"Por conta de uma maior visibilidade que o handebol brasileiro veio a ter, com a realização do Mundial feminino aqui, no ano passado, mais a participação das meninas no Mundial (5º lugar, o melhor da história do Brasil no esporte), e nos Jogos Olímpicos de Londres, fez com que a mídia e as autoridades vissem a modalidade com grande potencial de resultados", comemora o dirigente.
Neste processo, Oliveira destaca o apoio do Ministério do Esporte. "O ministro (do Esporte, Aldo Rebelo) se comprometeu a ajudar no fortalecimento da Liga", revela. E a primeira força de Rebelo já veio, com a inclusão do handebol no programa "Plano de Medalhas", criado pelo Ministério do Esporte. "É um apoio importante, passa por apoios efetivos econômicos, com recursos vindos da Lei de Incentivo ao Esporte e através de convênios", adianta o presidente da CBHb. O anúncio da inclusão do handebol no programa será feito nos próximos dias.
Esta parceria já deverá permitir a entidade colocar em prática o plano de fortalecimento da Liga Nacional. "Nossa ideia é ampliar para 12 as equipes participantes. Também queremos dar um apoio mais efetivo para os clubes com deslocamentos, hospedagem e alimentação, além do pagamento das taxas de arbitragem. Este convênio significa uma ajuda muito grande para os clubes", ressalta.
Segundo estudo feito pela CBHb, o investimento na Liga Nacional (masculina e feminina), para 2013, gira em torno de R$ 3 milhões. Além do apoio da União, através das leis de incentivo ao esporte, a entidade já conta com o patrocínio de duas estatais, os Correios e o Banco do Brasil, ambos para as seleções.
Outra grande novidade que deve dar ainda mais visibilidade ao handebol nacional é a transmissão dos torneios nacionais. "Fechamos contrato com a Rede Globo até 2020, com o campeonato sendo transmitido pelo SporTV. Existe todo um processo que está sendo montado para que o esporte tenha a maior possibilidade de divulgação possível", anunciou Oliveira. A previsão é de que a Liga Nacional comece no final de março e prossiga até agosto.
O ano que vem também marca a inauguração do Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol. A sede está em fase final de construção em São Bernardo do Campo (SP). "É uma parceria do Ministério, Prefeitura de São Bernardo e a Confederação que significa uma possibilidade grande de desenvolvimento profissional", destaca.
Boa notícia
Enquanto aguarda por uma resposta da Unopar para renovar o contrato de patrocínio, o time de handebol masculino de Londrina recebeu uma boa notícia na última sexta-feira. A Associação Londrinense de Esportes (ALE), mantenedora da equipe, teve seu projeto aprovado junto ao Ministério do Esporte para captar cerca de R$ 900 mil, através da Lei de Incentivo ao Esporte.
O técnico Giancarlos Ramirez adiantou que tem formuladas as propostas e já mantém contatos com Sanepar e Copel para tentar viabilizar um acordo. "Estamos aguardando um retorno", disse o treinador, que contratou até uma agência de marketing para lhe ajudar neste trabalho. O dinheiro liberado é válido para dois anos e a equipe tem até o dia 1º de abril de 2013 para captar a verba junto às estatais.


