2011: um ano inesquecível para Jadson
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sábado, 09 de julho de 2011
Thiago Mossini <br> Enviado à Argentina 
Córdoba - O ano de 2011 foi diferente em especial para um jogador entre os 23 convocados pelo técnico Mano Menezes para a Copa América. Jadson viu sua vida mudar nesta temporada. Comandou seu time, o Shakhtar Donetsk na campanha do clube em uma Liga dos Campeões da Europa e ganhou uma vaga na seleção brasileira, algo que não passava pela cabeça dele até meses atrás. Assim, saiu do quase anonimato na gelada Ucrânia, para ganhar os holofotes que só quem veste a camisa verde e amarela tem. E ele tem na ponta da língua os dois grandes alicerces que, na visão dele, o levaram a essa virada: a família e a religião.
Jadson falou com exclusividade para a Folha de Londrina e Rádio Paiquerê AM na noite de sexta-feira. Ainda se adaptando ao badalado clima que envolve o time nacional, contou sobre a felicidade que vive e sempre, a cada resposta, fez questão de demonstrar sua fé. ''Já faz três anos que me converti. Sou evangélico e por isso cito bastante o nome de Deus. Se não fosse ele na minha vida, não tinha conseguido o que consegui. Fiz muitas coisas que não devia e com Deus as coisas melhoraram 100%'', ressaltou.
A fé do meia londrinense é transmitida na internet também. Um dos twiteiros do time de Mano, ele também faz questão de mostrar sua ligação com a família em vários comentários diários. ''A família é tudo. Sem eles, eu não estaria aqui. Meu pai, minha mãe, minha mulher, meu filho, sempre me incentivaram nas horas difíceis. Essa convocação é um presente para eles'', disse o filho do seo Titi, boleiro conhecido nos campos londrinenses. ''Meu pai joga ainda a bolinha dele. Não tem o mesmo pique de antes, mas quem sabe não desaprende. É um cara que admiro muito. Ele fala que jogou melhor que eu. Foi um grande jogador no amador. Pena que não foi profissional. Eu amo ele. É uma pessoa especial'', completou.
Na seleção, entretanto, a barreira para Jadson se firmar entre os titulares é gigantesca. Ele briga pela posição justamente com o jogador que, segundo Mano, é o principal do time, o meia santista Paulo Henrique Ganso. Mas será que não dá para os dois jogarem juntos? ''O Ganso joga na mesma posição que eu, tem quase as mesmas características que tenho, mas quem sabe seria uma boa (jogarem juntos). Se o Mano quiser escalar Ganso e eu no meio. Vou continuar trabalhando. Sei que o Ganso tem grande visibilidade no Brasil, é um grande jogador, já provou isso, mas eu estou aí para ajudar o grupo e dar sempre o meu melhor'', projetou.
Jadson é de longe o menos badalado dos jogadores desta seleção e um dos motivos é o fato de estar há seis anos atuando na Ucrânia, o que valoriza sua convocação na sua opinião. ''Jogar na Ucrânia não dá a visibilidade de outros países. A gente aparece nos campeonatos europeus, mas o nacional não aparece nas televisões brasileiras e é pouco comentado. Foi uma vitória muito grande. Mas não fui só eu. O Fernandinho também teve oportunidade, o Douglas Costa'', apontou.
Assim que acabar a Copa América, o jogador deve também arrumar as malas para mudar de país. Clubes ingleses e até brasileiros estão assediando o jogador, que acha que é hora de mudar de ares. ''Tenho uma história no clube e tenho que agradecer muito a eles. Mas já faz seis anos que estou lá, já consegui alguns títulos ucranianos, uma Copa Uefa e chegou a hora de buscar outros centros. Já pensei em voltar para o Brasil, mas não tem nada certo ainda.''


