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Joga quando quer. Quem nunca ouviu essa frase? Quando quer, Ganso desequilibrada. Com toques precisos, tranqüilidade na armação e um golaço, o camisa 10 comandou a sofrida vitória do São Paulo por 2 a 1 em cima do Santos, ontem, no Morumbi. Sofrida porque, mesmo superior, o Tricolor demorou a decidir a partida e só conseguiu o triunfo nos minutos finais, com gol de Pato.
Mas Ganso não jogou sozinho. Longe disso. Kaká ajudou a controlar a posse de bola no meio de campo e ainda apareceu com frequência no ataque como elemento surpresa. Pato e Alan Kardec se movimentaram bastante, se revezaram na hora de entrar dentro da área e deram trabalho aos defensores.
Do lado santista, Robinho fez falta. Mesmo recém-chegado ao Peixe, o atacante trouxe dinâmica e objetividade ao ataque, características que não foram notadas contra o Tricolor. O setor ofensivo esteve disperso e apagado durante quase todo o jogo, o que facilitou a marcação adversária. Leandro Damião, sozinho na frente, nem sequer apareceu.
Organizado e compacto no meio de campo, o São Paulo encontrou o primeiro gol após cobrança de lateral de Alvaro Pereira. Kardec desviou a bola de cabeça e Ganso, com habilidade de sobra, dominou com calma e acertou um belo chute ao virar o corpo. Um lance digno daquele Ganso que quer e saber jogar.
Atrás do placar e ciente da inferioridade no primeiro tempo, Oswaldo de Oliveira sacou Damião e deu lugar a Rildo. A mudança trouxe mais velocidade ao ataque. O Santos deixou de ser monótono e fez a defesa são-paulina suar a camisa.
Apesar da melhora do Peixe, o Tricolor seguiu com as melhores oportunidades. Após belo passe em velocidade de Ganso, Pato teve a chance de fazer o segundo gol e dar tranquilidade ao time. Mas parou em Aranha e deu sobrevida ao rival.
Mais na base da vontade do que da técnica, o Santos encontrou o empate depois de pênalti infantil de Alvaro Pereira em cima de Rildo. Gabriel cobrou e deixou tudo igual.
Mas a grande atuação de Ganso não poderia ser premiada com um mero ponto conquistado dentro de campo. O meia, que vem crescendo nos últimos jogos, merecia os três pontos. E foi buscá-los. Chamou a responsabilidade, pegou a bola e encontrou Denilson sozinho na entrada da área aos 42 minutos.O volante tocou para Pato, que, desta vez, superou Aranha e garantiu a vitória do agora vice-líder São Paulo

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Arapuca 'quadriplicada' do ataque deixou o Santos receoso em campo VISÃO DO TRICOLOR BRUNO [email protected] No ano passado, quando o São Paulo foi massacrado pelo Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores, o então presidente Juvenal Juvêncio chamou a Arena Independência, em Belo Horizonte, de .arapuca triplicada.. Ontem, contra o Santos, foi a vez de Muricy Ramalho montar uma armadilha, só que quadriplicada. O quarteto mágico mais uma vez foi decisivo. Para controlar o jogo, para vencer Aranha com frieza e, principalmente, para matar o Peixe taticamente. Durante a maior parte do clássico, Alexandre Pato se posicionou nas costas de Cicinho e formou dobradinha com Kaká, mais centralizado. Do lado oposto, Alan Kardec encostou em Mena e Ganso atuou por dentro. O posicionamento escancarou a defesa do Santos. Alison e Arouca tiveram de se afastar do resto do time para buscar os meias do São Paulo, que deixou os laterais do rival completamente presos. Quando a defesa alvinegra encaixava a marcação, o quarteto trocava de posição e bagunçava mais uma vez o time de Oswaldo de Oliveira. Foi na confusão programada por Muricy Ramalho que o São Paulo abriu o placar. Kardec se apresentou na ponta e desviou sutilmente e Ganso apareceu na área - pela segunda vez em poucos dias - para fazer um golaço. Em lance no fim do primeiro tempo, Kardec cruzou e Kaká subiu sozinho na pequena área. O problema é que o rodízio de posições foi diminuindo no segundo tempo, provavelmente devido ao desgaste físico dos astros são-paulinos. Alvaro Pereira fazia partida monstruosa, na frente e atrás, até cometer pênalti tolo em Rildo. Gabriel converteu a penalidade e fez o Santos se atirar ainda de maneira desorganizado. Ganso, como foi durante 90 minutos, soube tirar proveito do desespero do ex-clube e articulou o contra-ataque mortal e esperado por Muricy. Denilson apareceu bem como surpresa, em outra peça da arapuca tricolor, e deixou para Pato definir a justa vitória. São quatro seguidas no Brasileirão.

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Falta força ao Santos nos grandes jogos. Clássico foi perdido no meio VISÃO DO PEIXE BRUNO [email protected] Falta força ao Santos grandes jogos desse Brasileiro. Basta olhar a classificação e ver que o Peixe não venceu nenhum time à frente dele no Campeonato Brasileiro. Quase um turno já se passou, e a equipe de Oswaldo de Oliveira ainda não conseguiu convencer que pode brigar pelo G4 - falar em título, então, nem pensar. Se em outras partidas de seis pontos o Alvinegro tropeçou jogando bem, como contra o Corinthians e o Inter, ontem o time foi extremamente apático e poderia ter sofrido uma derrota ainda pior. Prova disso é que, mesmo atrás do placar, o Santos não exigiu nenhuma grande defesa de Rogério Ceni no segundo tempo. "Achou" um gol nem pênalti em Rildo convertido por Gabigol e nada mais. Cruzou bolas na área apesar da pouca estatura do ataque, finalizou mal, teve dificuldades para criar. É claro que a ausência de Robinho foi sentida, mas a derrota de ontem foi principalmente pela falta de meio de campo. Gabigol e Thiago Ribeiro, abertos no ataque, não voltaram para reverter a desvantagem numérica para o São Paulo no setor. Quando o fizeram, erraram muito.Apéssima atuação dos laterais alvinegros também influiu. Percebendo que é praticamente impossível jogar com Gabigol e Damião juntos, Oswaldo de Oliveira optou por tirar o camisa 9 no intervalo. O garoto até rendeu mais, porém, é mentirosa a afirmação de que o Peixe jogou de igual para igual contra o rival. Os visitantes só cresceram de produção na etapa final pois o São Paulo se retraiu e abriu mão da bola para jogar nos contra-ataques. Mesmo tendo mais posse, o Santos foi pouco produtivo - e ainda levou alguns sustos. De 1 a 11, o time deVila Belmiro dá até esperanças a seu torcedor. Porém, falta elenco para uma competição longa como o Brasileiro. Ou você acreditou que Souza e Patito poderiam sair do banco e mudar a história do jogo? A tendência é que o Peixe cada vez mais vá concentrando forças no mata-mata da Copa do Brasil e deixe o Brasileirão em segundo plano. É muito pouco