15ª RODADA - MUITO A MELHORAR
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Lucas Pastore<br>lucaspastore@ lancenet.com. br 
Estão boas as principais brigas do Campeonato Brasileiro - principalmente pela liderança. Na 15ª rodada, o Cruzeiro, em casa, goleou o Vitória no sábado. Ontem, o Botafogo retomou a ponta ao vencer a Portuguesa no Canindé, dessa vez sem sustos para a sua torcida nos minutos finais. Mas a emoção que o torneio promete não pode ocultar seus problemas.
Ontem, Flamengo e São Paulo ficaram no 0 a 0 em jogo emblemático. O Rubro-Negro parece ter acertado na decisão de mandar alguns de seus jogos no Mané Garrincha, que tem recebido bom público nas partidas da equipe, uma realidade ainda não alcançada em outras arenas novas. Mas o gramado precisa de atenção.
Ontem, não era incomum ver tufos de grama se soltando do chão ao longo da partida. No segundo tempo, Paulinho, do Flamengo, pode culpar a irregularidade do solo pela bola que isolou quando teve a oportunidade de marcar por sua equipe.
Jadson também teve chance de marcar a favor do São Paulo, mas Felipe defendeu a cobrança de pênalti mal assinalado. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou a falta quando Lucas Evangelista e Luiz Antonio se enroscaram na grande área, sem contatos ilegais.
A sorte que ele teve, no entanto, faltou para Péricles Bassols no Pacaembu. Isso porque, ontem, o árbitro viu um pênalti mal marcado se transformar no gol da vitória do Corinthians sobre o Coritiba nos acréscimos do segundo tempo, marcado por Guerrero. O lance ainda causou confusão, com os jogadores do Coxa muito insatisfeitos ao fim do jogo.
O Brasileirão promete emoção até o fim. Botafogo e Cruzeiro têm feito belos jogos na briga pela ponta, mas precisam abrir os olhos, já que Grêmio e Corinthians, que têm boas equipes, ameaçam encostar. Além disso, a luta de grandes equipes, como o São Paulo, contra a degola deve acrescentar uma pitada de dramaticidade ao campeonato.
Mas a qualidade técnica não pode servir para esconder os problemas de abritragem, nem os gramados ruins e o público ainda tímido. Ainda há espaço para evolução.



