São Paulo - O mercado de transferência de atletas para o exterior gerou mais de R$ 2,6 bilhões só nos últimos sete anos, segundo estudo da Crowe Horwath. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), 11 mil atletas foram negociados nos últimos 15 anos. Mas alguns dados chamam a atenção. Um deles é que R$ 1,4 bilhão veio de apenas oito clubes, 56% do total de negócios. Todos os outros clubes nacionais foram responsáveis por 44%. Outro detalhe que chama a atenção é que essa importante fonte está em fase descendente. Se em 2007 respondeu por 37% da receita dos clubes, em 2009, os recursos com atletas chegam a apenas 19% do total gerado.
Dois motivos podem ter influenciado. Um deles é a crise econômica mundial, que fez os negócios com o futebol diminuírem significativamente, especialmente no mercado europeu. Outro é o maior interesse dos grandes times do mundo por jogadores de outros centros.
De acordo com Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão no esporte, ''esse mercado é suscetível a situações como essa, em que a crise econômica global criou um cenário diferente''. Outro detalhe que influencia diretamente é a cotação cambial. ''Com a valorização do real, por exemplo, alguns jogadores que foram vendidos há alguns anos, acabam tendo um valor de mercado maior do que alguns negociados recentemente, mas é apenas circunstancial'', explicou.
A pesquisa realizada pela Crowe Horwath chama a atenção pela ausência dos grandes clubes do Rio de Janeiro na lista dos maiores exportadores de craques. Mas, segundo Somoggi, não há nenhum equívoco nisso. O melhor entre os quatro grandes do Rio é o Flamengo, que atingiu pouco mais de R$ 75 milhões com transferência de atletas neste período. Esse número provavelmente não o colocaria nem entre os dez maiores. Vasco, Fluminense e Botafogo tiveram desempenho ainda pior. (A.P./A.E.)

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