Renato Russo diria que mudaram as estações e nada mudou. Foi por aí mesmo. A primeira rodada da Taça Guanabara trouxe as mesmas quatro vitórias dos grandes sobre os pequenos e os mesmos estádios vazios de sempre. Infelizmente, a segunda repetição é quase tão previsível quanto a primeira.
Mesmo assim, há diferenças entre as semelhanças. Os triunfos de Botafogo e Vasco foram mais representativos do que os de Flamengo e Fluminense. Valeram os mesmos três pontos, é verdade, mas sucederam atuações distintas.
O Glorioso, por exemplo, brilhou mais porque mexeu menos. Com o mesmo técnico, com o mesmo esquema tático e a mesma espinha dorsal, o Alvinegro venceu o Duque de Caxias como quis. Sem grandes sustos. Depois que fez os três gols, pareceu jogar no modo automático.
Outro que seguiu no mais do mesmo foi o Tricolor. Com uma equipe reserva, venceu o Nova Iguaçu sem empolgar. Igualzinho ao que fez ano passado, quando priorizou a Libertadores e, mesmo assim, ganhou o Carioca com sobras.
Já o Cruz-Maltino não pôde se dar ao luxo de seguir inerte. Com uma equipe bem diferente daquela que terminou a temporada passada, o time de Ricardo Gomes e Gaúcho surpreendeu a todos com o bom futebol apresentado contra o Boavista e encheu a torcida de esperança.
Mais ou menos no mesmo barco está o Rubro-Negro. Em tempos de mudanças dentro de campo e também fora dele, o time superou o Quissamã com facilidade e abriu boa perspectiva para assim que contar com todos os reforços em campo.
O que também mudou, mas para pior, foi a tabela do Campeonato Carioca. Com incríveis 16 clubes, a Taça Guanabara será toda disputada com dois jogos por semana.Um prato cheio para lesões em jogadores ainda não 100% fisicamente no começo da temporada. Serão oito jogos de procissão, de estádios vazios e de pouca emoção, até a semifinal. Será por aí mesmo. Como diria Renato Russo, mudaram as estações, nada mudou...

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