1ª - RODADA - QUANTO VALE O ESTADUAL?
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
DANIEL BORTOLETTO<br>danielb@ lancenet.com. br 
"O patinho feio é sempre o Estadual".
A frase acima foi dita por Rubens Lopes, presidente da Ferj, na semana passada, ao ser questionado sobre o formato dos mesmos em um calendário muito longe de ser o ideal no Brasil. Logo após cunhar a frase de efeito, ele completou: "Mas sem nenhum embasamento".
Para defender seu ponto de vista, Rubinho critica o aumento no número de participantes da Copa do Brasil e a impossibilidade de encontrar datas sobrando com o Brasileirão utilizando 38 delas. E assim finaliza com a frase mais importante: "Futebol precisa ser repensado e reprogramado. Mas isso envolve todas as competições, modelos e calendário".
O término da linha de raciocínio deveria ser o norte dos cartolas que comandam o futebol nacional. Do jeito que está, não dá mais. Já faz um bom tempo mesmo que os Estaduais estão em xeque no futebol brasileiro. E os nobres dirigentes têm culpa no cartório. Torneios inchados, com regulamentos ruins, sem grandes atrativos para o público, com gramados que beiram o ridículo, como os vistos em Moça Bonita e Volta Redonda, logo na abertura do Carioca. Neste contexto, Rubinho, os Estaduais são patinhos feios mesmo. Do que adianta reclamar que o time usa os reservas, se o palco oferecido para o "show" não é digno de nota?
Alguns clubes já perceberam tal descaso e passaram a usar os Estaduais como pré-temporada. Tal estratégia reflete bem o desempenho de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco na primeira rodada. Futebol nada empolgante, dois empates, uma derrota e uma vitória magra. Ninguém jogou para perder,mas é bem claro que o foco está bem longe do tão criticado Estadual.
Outros, como o Atlético Paranaense, o abandonaram de vez. Pelos resultados do Furacão em 2013 (vice na Copa do Brasil e vaga na Libertadores após o terceiro lugar no Brasileirão), tal decisão parece ter sido das mais acertadas. Se nada mudar, muito em breve, outros ter ão a mesma coragem. E pode ser um caminho sem volta para os patinhos feios.



