... Fala, Professor
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2011
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
A ginástica rítmica começou a ser praticada em meados da primeira década do século passado. Os benefícios para a saúde de quem pratica logo foram comprovados e o número de adeptos só cresceu. Atualmente, a modalidade é vista como uma atividade de infinitas possibilidades de movimentos corporais, realizados em harmonia com a música, utilizando de criatividade e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade.
Aproveitando estas características, a professora de educação física, especialista em ginástica rítmica, Roberta Gaio, coordena um trabalho voltado para formação de novos professores, visando a inclusão de pessoas com necessidades especiais na modalidade, com a adaptação dos aparelhos, bem como a criação de uma metodologia de aplicação.
''A música, o ritmo e os movimentos corporais em união com aparelhos adaptados da Ginástica Rítmica Desportiva fazem com que o deficiente visual venha a adquirir e executar combinações, que auxiliam nas outras atividades do seu dia a dia'', explicou a professora.
''O deficiente visual só consegue perceber o mundo através do tato e da audição. Portanto, acreditamos que através dos movimentos com aparelhos adaptados da Ginástica Rítmica Desportiva, o deficiente visual desenvolve uma condição corporal que facilita a sua autoexpressão, a comunicação e a sua independência de ação e locomoção diante do tempo e do espaço'', continuou, apontando que a idade recomendada para iniciar a GR é seis anos e que não há limite para parar.
A proposta de ensino começa pelos movimentos mais fáceis e estáticos passando para os mais complexos e em deslocamentos, aprimorando assim a execução por parte dos deficientes visuais.
''A GR é um esporte aberto a todos, não há nada que impeça a prática por qualquer pessoa. A questão é a adaptação e a superação de tabus que atrapalham a modalidade'', sintetizou a professora, que há mais de 10 anos trabalha com ações que visam a mudança dee conceitos sobre o esporte. Em Londrina, Roberta ministra o módulo 'GR aberta às diferenças', da pós-graduação em Ginástica Rítmica, da Unopar, a única no Brasil.


