... Fala, professor
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Forçou demais na academia, no treino, e logo depois veio aquela dorzinha no quadril. Pois é, todo cuidado é pouco. Quando se fala em proteger as articulações, os atletas logo pensam nos joelhos e ombros, mas esquecem desta que é a maior articulação do corpo humano. Tanto é verdade que as queixas nos consultórios médicos têm aumentado significativamente.
A constatação é do ortopedista Maurício Miyasaki, especialista em quadril, que expõe dois fatores como principais incentivadores deste crescimento. ''Primeiro pelo aumento da prática de esportes e segundo que o dignóstico, com técnicas mais modernas, detectam mais facilmente problemas nesta região'', apontou o médico.
Nas academias, os grandes vilões do quadril são o leg press e o agachamento, aparelhos para as pernas nos quais geralmente os praticantes precisam colocar uma carga mais alta para verem resultados. E é justamente aí que está um dos maiores equívocos, já que a maioria exagera e força o quadril a uma flexão exagerada, o que certamente virá acompanhado daquela famosa dorzinha.
Ela é o primeiro sintoma de algo não está certo. Por isso, a orientação do especialista é procurar atendimento médico. ''Sentiu dor na hora ou depois, tem que parar a atividade e procurar atendimento'', receitou o ortopedista, que ainda alertou para a dificuldade de prevenir o problema. ''A melhor maneira é realizar o exercício de forma correta, no leg press, por exemplo, manter o corpo, no máximo, em 90º'', reforçou.
Deixando estes cuidados de lado e continuando a forçar excessivamente o quadril, as dores podem evoluir e desenvolverem lesões. ''Pode evoluir para lesão de cartilagem, para uma fratura por estresse por sobrecarga, ou ainda, o pior estágio, a artrose, que é o desgaste da articulação'', explicou o ortopedista.
Além dos vilões das academias, modalidades que exigem grande amplitude e flexão do quadril, como tênis, ballet e ginástica rítmica, também exigem cuidado redobrado de seus praticantes. ''Elas forçam a um impacto frequente e maior. A simples repetição com flexão exagerada é suficiente para provocar lesões e trazer problemas aos praticantes'', finalizou Miyasaki, apontando que o tratamento geralmente se dá por medicamentos e fisioterapia, e em último caso, cirurgias.


