... Fala, Professor
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de abril de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Quando a idade vem chegando, a falta de flexibilidade pode dificultar a realização de atividades simples como agachar, levantar o braço para alcançar um objeto em cima do armário ou mesmo vestir as calças. Pode parecer exagero, mas muitos idosos convivem com tal problema. E se existe uma atividade física que trabalha com ênfase a tal flexibilidade é a ginástica rítmica (GR).
Segundo a coordenadora do curso de GR da Unopar, Márcia Aversani, este esporte ainda é muito praticado mundo afora com foco em competições, com exceção do Japão, que possui um trabalho com homens expressivo. Mas isso não impede que fora do nível competitivo, a ginástica rítmica possa ser utilizada em aulas de educação física para enriquecer o vocabulário motor dos jovens.
''Da mesma forma que a pessoa lê bastante para melhorar a forma de escrever ou até mesmo falar, o vocabulário motor é a mesma coisa quando o exercício físico atua no nosso corpo'', compara.
Como exemplo, Márcia cita o desenvolvimento da ambidestralidade, que é a capacidade de utilizar coordenadamente os lados direito e esquerdo do corpo. Para isso é utilizado o aparelho de massas, que consiste em duas garrafinhas com pesos iguais que trabalham os movimentos dos braços de maneira igual.
''Pensando na vida diária, o cidadão que não desenvolver a ambidestralidade terá dificuldade de dirigir. No dia a dia, a pessoa precisa segurar o volante com uma das mãos e ao mesmo tempo trocar as marchas. É isso que ajuda a melhorar o vocabulário motor'', detalha.
Márcia explica ainda que a ginástica rítmica trabalha de maneira distinta os dois elementos da coordenação motora: a grossa e a fina. Ela afirma que o primeiro envolve os grandes grupos da musculatura. ''São os elementos de postura, deslocamento e acrobacias'', afirma. Já a coordenação motora fina e trabalhada com a utilização da fita, serpentina e com as bolinhas.
Ela observa que os resultados aparecem a curto prazo, citando a maneira de andar na escola e até a postura na hora de sentar na sala de aula. ''Muitas vezes os colegas chegam a pensar que a menina é metida, mas andar com os ombros alinhados e a coluna bem posicionada é o correto. Naturalmente o corpo se acostuma a caminhar e sentar da forma correta'', avalia.
Segundo Márcia, o resultado dos exercícios de alongamentos característicos da GR será sentido quando a pessoa menos esperar. ''Isso no futuro traz mobilidade para realizar qualquer atividade. Crianças que praticam ginástica rítmica e ganham essa vivência motora terão uma base para praticar outros esportes, na vida diária e lá no futuro, quando menos esperarem'', afirma.


