... Fala, Professor
O esporte preferido das meninas, conforme relatos de vários professores de Educação Física, continua sendo o vôlei. Mas em Londrina faltam quadras para que possam ministrar mais aulas e treinos. Esse é um dos motivos da procura restrita pela modalidade entre as adolescentes da região, na opinião do professor Reginaldo Asai, técnico da escolinha de vôlei do Grêmio e da seleção feminina Sub-18 de Londrina que se prepara para os Jogos da Juventude do Paraná (Jojups).
Ele lamenta que muitas quadras públicas não apresentam boas condições para a prática do esporte, por terem buracos ou não possuírem cobertura. ''Sem cobertura, é preciso treinar debaixo do sol forte ou no caso de chuva o treino é automaticamente suspenso. Daí não se tem uma sequência para o aprendizado'', observa Asai. Além do piso não ser ideal, com exceção dos clubes - que são particulares e restritos - as quadras públicas carecem de estrutura para um bom treino, como rede em boas condições e bolas, que são caras (uma oficial custa em torno de R$ 150).
''Fora isso, nos colégios, a quadra raramente é disponibilizada para fazermos treinos porque precisa ser utilizada prioritariamente para a Educação Física, e com isso está sempre ocupada'', acrescenta Asai.
O futuro do vôlei na região passa, segundo ele, pela oferta de uma melhor estrutura (quadras, bolas e redes), mas também pela remuneração profissional dos professores, que precisam manter outros vínculos de trabalho para sobreviver. ''Nós, que nos dispomos a fazer um trabalho de formação e descoberta de talentos, muitas vezes atuamos como voluntários e movidos principalmente pela paixão. Porque se for pela razão, é difícil'', lamenta o professor.
Como resultado disso, Asai aponta hoje somente cinco pólos fixos de treinamento para meninas em Londrina: no Grêmio, no Canadá, nos colégios Marcelino Champagnat, Hugo Simas e Olympia Tormenta (Zona Norte). Já os pólos do Projeto Futuro, mantidos pela Prefeitura, são mais numerosos, mas voltados apenas para a iniciação.





