Rio de Janeiro - O atacante Romário se apresenta hoje à tarde ao Fluminense em meio a uma crise entre a diretoria e os jogadores do clube. Romário foi contratado quarta-feira à noite para disputar o Campeonato Brasileiro. A decisão do presidente David Fischel irritou os principais jogadores, que desde o início do ano convivem com o atraso de salário. O clube está devendo, em média, três meses de salário para o grupo.
Para se transferir para o clube, ele vai receber cerca de R$ 900 mil até o final do ano. O meia Beto, ex-Flamengo, também acertou com o Fluminense, a pedido de Romário.
Com a contratação dos dois novos reforços, a diretoria vai usar os R$ 200 mil mensais que recebe da Unimed, patrocinadora do clube, para pagar o salários de ambos. ''Não tenho nada contra o Romário e o Beto. O problema é que a nossa situação está virando uma bola de neve. Quero saber da diretoria se vamos receber'', disse o atacante Roni, que deixará de vestir a camisa 11 por causa da chegada de Romário.
O diretor de futebol Francisco Vasconcelos disse que ''ficou surpreso'' com a reação dos jogadores. Segundo Vasconcelos, as contratações de Romário e Beto foram um ''presente'' da Unimed. Ele também disse que a verba de patrocínio não será usada para pagar os salários dos dois jogadores, versão negada pela Unimed.





