ele tem chances de conquistar o título. "Não fiz nada, deixei apenas que ele fizesse o seu trabalho, sem exercer pressões, cobranças", diz Eddie Jordan, irlandês, proprietário da atual equipe do piloto alemão. "Penso que o ambiente descontraído do nosso time, um tanto diferente do da maioria na F-1, tem responsabilidade nesse desempenho excepcional de Heinz-Harald", acrescenta Eddie. Do descrédito total à reabilitação plena passaram-se 13 corridas
período em que Frentzen conseguiu, numa escuderia de menores recursos que a Williams, duas vitórias, uma segunda colocação, três terceiros lugares, além de classificar-se na quarta posição em quatro oportunidades. Só não marcou pontos em 3 das 13 etapas do campeonato. Isso fez de Frentzen o azarão do fim do campeonato, quando restam três provas para o encerramento: o GP da Europa, dia 26 em Nurburgring, Alemanha, GP da Malásia, 17 de outubro em Kuala Lumpur, e GP do Japão, dia 31, em Suzuka. Com 50 pontos no Mundial, o piloto da Jordan tem possibilidades de surpreender Mika Hakkinen, da McLaren, e Eddie Irvine, da Ferrari, líderes com 60 pontos, e conquistar o título. "Se a McLaren continuar não explorando todo o seu potencial, tenho condições de no final chegar na frente de Hakkinen", disse o alemão depois de vencer, domingo, em Monza. O projetista do eficiente modelo J-198 da Jordan, o jovem inglês Mike Gascoyne, disse quinta-feira que Frentzen tem em Nurburgring e em Suzuka plenas condições de repetir os últimos excelentes resultados. "Já quanto à prova da Malásia ninguém pode dizer nada por tratar-se de uma pista desconhecida", disse Gascoyne. Como Irvine, Frentzen comentou em Monza aguardar com ansiedade a corrida no difícil e seletivo circuito de Suzuka, por conhecê-lo como poucos. Frentzen e Irvine disputaram a conceituada F-3.000 japonesa, hoje Fórmula Nippon. Se até lá o título não estiver decidido, Hakkinen sabe que terá dificuldade para vencer os dois. Rivalidade - Desde os tempos em que corriam juntos no time júnior da Mercedes, no Mundial de Esporte-Protótipos, em 1989 e 90, Heinz-Harald Frentzen e Michael Schumacher foram rivais. Entre os alemães parece haver uma polarização: os torcedores de Frentzen, em geral, não são os mesmos de Schumacher. Algo semelhante ao que existia no Brasil no auge das carreiras de Nelson Piquet e Ayrton Senna. Curiosamente, no momento em que Schumacher está em baixa, distante das pistas por causa do acidente de Silverstone, Frentzen experimenta seu clímax, para a euforia dos seus fiéis fãs.Por Livio Oricchio São Paulo, 17 (AE) - No fim do ano passado, Frank Williams não renovou o contrato de Heinz-Harald Frentzen. E não escondeu o motivo: "Ele é um piloto muito rápido, mas fraco de cabeça." O sócio de Frank, o engenheiro inglês Patrick Head, completou a execução: "Na nossa equipe nós não cuidamos de bebês." Com apenas 17 pontos no campeonato de 1998, sétimo na classificação final, em sua quinta temporada na Fórmula 1, Frentzen parecia ser mais um daqueles pilotos que surgiram como futuros campeões, mas não vingaram. Hoje, menos de um ano depois

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