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quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Por Daniel Biasetto 
São Paulo, 17 (AE) - O ex-jogador Pelé reforçou hoje, em São Paulo, a tese do presidente de honra da Fifa, João Havelange
segundo a qual o Brasil deveria abrir mão da candidatura para sede do Mundial de 2006 em favor da áfrica do Sul. Para Havelange seria mais sensato trabalhar pela indicação em 2010, quando contaria, inclusive, com o apoio integral dos africanos. Pelé considera que este caminho é o mais adequado para o Brasil no momento.
"Eu não ouvi as declarações do Havelange, mas se ele está orientando o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) para esse caminho, é porque ele sabe o que está fazendo", disse. O ex-jogador disse ainda que enviou uma carta ao presidente da CBF
onde informa que não vai participar do comitê da campanha da candidatura brasileira formado, entre outros, por Havelange e Zico.
Pelé aproveitou e reagiu às críticas feitas pelo ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, segundo o qual, ele era o "único brasileiro" contrário a campanha de 2006. "No meu discurso de posse no Ministério dos Esportes, há quatro anos
eu afirmei que trabalharia para trazer a Copa para o Brasil, nunca fui contra. Só acho que o Brasil ainda não está em condições".
O ex-jogador, no entanto, vê com certa reserva, uma suposta aliança com os africanos. "A troca de favores é complicado. A Argentina tentou fazer isso na corrida pela Olimpíada de 2004 com o Brasil e acabou que nenhum dos dois sediaram o evento", alertou. Pelé esteve hoje em São Paulo para o lançamento do cartão de crédito que leva o seu nome e que tem parceria com a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança.


