irá viver com sua mulher na Tailândia, onde mantém uma escola de mergulho. A primeira opção da Ferrari é o engenheiro aeronáutico Adrian Newey, razão básica do sucesso da Williams de 1992 a 1997 e da McLaren nas duas últimas temporadas. Montezemolo parece disposto a investir US$ 12 milhões, por um contrato de três anos, para levar o mais competente técnico atual da Fórmula 1 para seu time. Mas pode ser que o negócio não dê certo por causa da multa contratual da rescisão do compromisso de Newey com a McLaren. Nesse caso o foco dos italianos se deslocaria para Gascoyne, cujo vínculo com a Jordan não tem, ainda, as mesmas restrições do de Newey com a McLaren. De qualquer forma, com um ou outro Michael Schumacher e Rubens Barrichello estarão servidos com o que há de melhor no mercado.Por Livio Oricchio São Paulo, 17 (AE) - A Fórmula 1 é um universo tão carente de grandes projetistas que tão logo surge um jovem técnico de comprovada capacidade seu "passe" torna-se supervalorizado. Esse é o caso, agora, do engenheiro inglês Mike Gascoyne, 37 anos, diretor-técnico da Jordan, terceira colocada entre os construtores. A Ferrari está interessada na sua contratação se o negócio com o genial Adrian Newey, da McLaren, não der certo. Desde a sua estréia na equipe Jordan, no GP da Grã-Bretanha do ano passado, o time irlandês não parou de crescer. Nas oito provas anteriores, Damon Hill e Ralf Schumacher, a dupla da Jordan, não havia somado um único ponto. "Revi basicamente a aerodinâmica do J-198", disse na época Gascoyne para explicar como, nas oito etapas restantes da temporada, seu time conquistou 34 pontos, sendo que na Bélgica obteve a primeira vitória da sua história, com Hill em primeiro e Ralf em segundo. Neste ano a Jordan surpreendeu ainda mais: o modelo J-199 concebido por Gascoyne conseguiu 57 pontos. E se Hill não estivesse tão desinteressado da Fórmula 1, já que ele obteve apenas 7 pontos, a escuderia de Eddie Jordan estaria ainda mais próxima da McLaren (108 pontos) e da Ferrari (102), primeiras colocadas entre os construtores. O principal responsável por esse avanço do time irlandês levou Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, e Jean Todt, seu diretor esportivo, a se interessarem por seu trabalho. O atual projetista da escuderia de Maranello, o eficiente sul-africano Rory Byrne, já avisou à equipe que no fim do seu contrato, em agosto do ano que vem, abandonará a Fórmula 1. Rico





