emissoras de televisão. O ato da compra e passeios com o carro reluzentes ocuparam espaços generosos nos programas informativos. "Três dias depois, já estava arrependido", confessa Ronaldinho. "Não de ter feito a compra do carro, mas da forma como deixei o assunto ser tratado, pois acabou ficando a imagem de uma grande extravagância". O amadurecimento foi reforçado com o contato mais constante com o meia Leonardo, amigo pessoal de Ronaldinho. Antes de pedir dispensa da seleção brasileira, Leonardo manteve diversas conversas com o atacante, nas quais apontou as formas distorcidas que estavam acontecendo na veiculação da sua imagem. "Sempre tive muitos encontros com o Leonardo, em Milão, e, desde então, ele diz que eu deveria utilizar a força do meu sucesso mais em causas sociais que alimentar colunas sociais com tolices", comenta Ronaldinho. "Comecei a notar que ele está certo". Uma das primeiras mudanças foi sua disposição em patrocinar atletas brasileiros, como o judoca Aurélio Miguel, que está no Flamengo. Sem contar com a verba necessária para participar do Campeonato Mundial da categoria, o meio pesado conseguiu o apoio necessário graças ao atacante. "Quero ajudar outros esportistas da mesma forma", promete Ronaldinho. "Estou montando um esquema grande marketing no esporte". Outro projeto, mais ambicioso, é a Fundação R-9, que já conta com um terreno, cedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. No plano do atacante, está a construção de escolinhas de futebol, natação, tênis, vôlei e também de uma escola. "Creio que, na metade do ano 2000, já estará tudo funcionando", acredita o jogador. Ronaldinho garante que se conquistar a Copa América neste domingo vai investir o prêmio no projeto, que deverá atender cerca de 3 mil crianças na Favela de Rio das Pedras, no Rio, que tem um índice de criminalidade zero. O atacante pretende também reservar 3% da arrecadação total da venda de um relógio que patrocina, o R-9 Montega, no projeto.Por Ubiratan Brasil Foz do Iguaçu, 16 (AE) - Ronaldinho quer agora mais privacidade. Depois de um período de um ano de turbulências, iniciado com a decisão da Copa do Mundo da França, o atacante da seleção brasileira pretende repensar seus projetos e controlar mais diretamente a divulgação de sua imagem. "Não quero mais ser envolvido em palhaçadas", desabafou, descontente com a série de boatos divulgados durante a Copa América. "Infelizmente, o que dá notícia são os assuntos polêmicos, mas não quero mais ver meu nome envolvido com isso". O atacante ficou estressado com as inúmeras mulheres apresentadas como sucessoras de Suzana Werner. Não gostou também do boato de que, irritado com a substituição no jogo contra o México, teria tentado voltar de táxi para a concentração. "São muitas as inverdades, o que mostra falta de responsabilidade", criticou. Os dissabores, porém, fizeram Ronaldo repensar sobre seu marketing pessoal. A primeira medida tomada para mudar o curso foi a contratação de um assessor de imprensa, Rodrigo Paiva. O atacante decidiu também preservar determinados fatos de sua vida pessoal. Assim, notícias como a compra de um carro Ferrari não seriam divulgadas hoje da maneira como foi. Na época, há dois meses, o jogador fez a informação de que iria adquirir o carro chegar às redações de jornais e, principalmente





