São Paulo, 05 (AE) - Com estudos detalhados sobre o comportamento das jogadoras, das equipes e, sobretudo, das partidas nos últimos dois Campeonatos Paulistas de Vôlei, o preparador físico Luiz Roberto Rigolin da Silva, do Leites Nestlé, defende alterações nos treinamentos dos times em função das mudanças das regras. O trabalho, coordenado pela equipe do Laboratório de Desempenho Esportivo da Universidade São Paulo (Ladesp), comandado pela professora doutora Maria Augusta Kiss, comprovou a diminuição expressiva no tempo dos jogos e na consequente duração dos sets. O estudo, que faz parte de um trabalho mais complexo de pós-graduação de Rigolin, apurou diferenças incríveis entre as duas competições. O set mais longo do Campeonato Paulista de 1997, por exemplo, durou 1h06, enquanto o set mais disputado de 1998, já com as regras novas não há vantagens e toda a bola no chão é ponto demorou 34 minutos quase metade do tempo. A conclusão de Rigolin é a necessidade de a equipe treinar menos e com mais qualidade. "A concentração no treino tem de ser maior e o tempo menor", acredita. "Ninguém fatigado consegue ter uma atuação com a necessária qualidade."
Dor de cabeça Fora da vida acadêmica, a comissão técnica do Leites Nestlé preocupa-se com o jogo deste domingo, contra a Uniban/São Bernardo, a partir das 20 horas, no ginásio Bolão, em Jundiaí. O time vem de quatro derrotas seguidas no returno da Superliga e precisa da reabilitação. O técnico Sérgio Negrão decidiu trocar o treino da manhã deste sábado por um passeio no Parque Aquático de Vinhedo. "A equipe tem treinado muito bem, mas tem ido mal em determinadas fases das partidas", comenta o treinador. "Vamos ver se com as jogadoras mais tranquilas, a equipe consegue render melhor."
Outras duas partidas estão previstas para este domingo. Em Macaé, o Macaé/Petrobrás recebe o Blue Life/Pinheiros, a partir das 13h30, com transmissão pela TV Bandeirantes. E, em Brasília, o Força Olímpica joga contra o São Caetano, às 10h30.





