- SOFTBALL - Importante é participar
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domingo, 25 de agosto de 2013
Danilo Marconi<br> [email protected] 
As marcas de expressão revelam que Taku Takahashi já viveu bastante. "80 anos bem vividos", definiu o agricultor. Nem por isso ele deixa o lazer de lado e faz questão de treinar softball todos os finais de semana com os amigos. "Viajo 150 quilômetros de Camapuã a Campo Grande só para treinar. Quando era jovem admirava os idosos de 80 anos, percebia como eles eram velhinhos e frágeis. Hoje estou com 80, mas não sou velho não e ainda tenho muita disposição. Sou o terceiro rebatedor do meu time (considerada a principal posição) e não sou um mero participante, faço questão de jogar competitivamente", afirmou.
Taku Takahashi é o mais velho jogador do time de Dourados, Mato Grosso do Sul, que participou neste final do semana do 24º Campeonato Brasileiro de Softball, disputado na sede da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel). Ele também foi o atleta mais velho inscrito na competição. "Velho não, experiente", brincou.
O camisa 26 faz questão de disputar os principais campeonatos de softball programados no calendário da Confederação Brasileira de Baseball e Softball (CBBS). "Há dez anos disputamos todos. A essa altura da vida, ganhar ou perder é só um detalhe. O importante é estar aqui e rever todo o pessoal", afirmou.
Coincidentemente, o time de Takahashi enfrentou ontem o Presidente Prudente (SP), cidade em que ele nasceu e cresceu. Do outro lado do campo estavam seus amigos de infância, não adversários. "É uma pessoa que larga qualquer atividade que esteja fazendo para participar de uma partida de softball. Ele está sempre presente", comentou o amigo Paulo Yamane. "Desde pequeno, ele sempre foi um craque, desses caras que nasceram para o esporte. Antigamente, há uns 50 anos, a gente jogava junto. Agora, todos os anos a gente se enfrenta", disse outro amigo Naoyoshi Goto.
O 24º Brasileiro contou com a participação de 70 equipes, divididas em nove categorias, e reuniu mais de 900 atletas. Os 12 campos da Acel sediaram 80 jogos por dia. "É a nossa maior competição e uma das mais antigas. É sempre um motivo de satisfação promover um campeonato desses em que as pessoas vem para jogar e confraternizar", descreveu o coordenador do evento, Paulo Hara.
Dentre tantas equipes, uma se destacava pela distância percorrida para disputar da competição. A comitiva, formada por mais de 20 atletas, percorreu cerca de 1,1 mil quilômetros. "Somos obrigados a vir de avião, uma viagem que chega a custar R$ 1,2 mil por atleta", disse o técnico de Brasília, Renato Karino. "É uma competição de nível técnico muito alto. É importante para a gente crescer porque lá na nossa região tem poucos times e aqui a gente enfrenta equipes de ótimo nível. Este é o nosso segundo ano e pode ter certeza que 2014 estaremos de volta", definiu.


