,FALA PROFESSOR
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de abril de 2009
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Quinze minutos de alongamento e descontração no horário de trabalho podem parecer pouco, mas já trazem resultados positivos no sentido de prevenir dores, aumentar a sensação de bem-estar e também a disposição para o trabalho. Além disso, podem ser o pontapé inicial para um bom programa diário de atividade física.
De acordo com o estagiário de Educação Física do SESI/Londrina, Henrique Rangel Aranda, 30 anos, a ginástica laboral - esses 15 minutos de parada para o exercício - é baseada principalmente em alongamento. ''Quando se alonga as fibras musculares os benefícios são imediatos, pois há o relaxamento e isso inibe o cortisol (hormônio do stress). Como cada pessoa tem um ponto de tensão diferente, em função da atividade que executa, o alongamento deve ser direcionado para essa parte do corpo, para que que ela se sinta bem'', comenta.
Além do aspecto físico, outra proposta da ginástica laboral é promover uma melhoria psicológica nas pessoas em seu local de trabalho. ''Fazemos muitas vezes atividades lúdicas e incentivamos competições sadias em grupo para quebrar barreiras entre colegas do mesmo setor, que raramente têm a oportunidade de relaxar enquanto estão trabalhando. O objetivo, com isso, é tornar o exercício algo saudável e interessante, não uma tarefa a mais a ser cumprida'', explica Aranda. A meta central da ginástica laboral, segundo ele, pode ser resumida em uma palavra: a homeostase, que é quando se atinge o equilíbrio físico, psicológico e espiritual.
O professor sugere que se a pessoa fizer dos alongamentos executados no local de trabalho um hábito diário, com a orientação de um profissional qualificado, os benefícios serão bem maiores. ''É importante, porque trará mais saúde e bem-estar para o restante das tarefas do dia-a-dia e disposição até para outras atividades físicas, como ginástica, musculação ou um esporte'', observa Aranda.
Mas ele deixa claro que a ginástica laboral e os demais exercícios físicos se limitam apenas à prevenção e à promoção da saúde. ''Quando a patologia está instalada daí já não cabe a nós, é caso de médico'', frisa.


