Enjoos, alterações na pele, sono e indisposição são alguns dos sintomas que fazem parte do universo das futuras mamães durante o período da gravidez.
E até que se chegue a hora do parto muitas alterações ocorrem. Ganho de peso, inchaço, dificuldade de locomoção e com isso pode vir o desânimo.
Durante o período da gravidez muito se especula sobre a prática da musculação, mas a ‘‘malhação’’ bem orientada está liberada, desde que os exercícios sejam moderados, sem impacto e não sobrecarreguem a coluna.
Esse conjunto de fatores garantem benefícios para a futura mamãe e para o bebê, afirma a professora de educação física e personal trainer Roberta Macedo Clivati. ‘‘Todas as atividades necessitam do acompanhamento de um profissional especializado para orientar e monitorar a execução correta e a frequência cardíaca da aluna’’.
E explica que o momento certo para exercitar o corpo é após o terceiro mês de gestação. ‘‘Antes deste período é recomendado evitar esforço físico, pois o bebê está se fixando no útero e a mãe ainda se adaptando, além de ser considerada uma época propícia ao aumento do risco de abortos espontâneos’’.
Os exercícios resistidos com as gestantes, segundo ela, ajudam na prevenção de lesões que podem ser ocasionadas pela liberação dos hormônios como a relaxina e o estrogênio, através do hiperrelaxamento ligamentar.
A musculação, além de prevenir lesões, proporciona inúmeros benefícios como a melhoria do sono, da força e resistência muscular, do equílibrio corporal e da coordenação motora. Além de ajudar no controle do ganho de peso e com isso turbinar a autoestima e a estética corporal da mulher.
‘‘A musculação, no caso da coordenação monotora, ajuda significativamente com o controle do centro de gravidade da mulher. Caso essa precaução não seja feita poderá resultar numa hiperlordose. Ela (a musculação) ainda contribui no aumento da resistência muscular que prepara o corpo para as tensões impostas no trabalho de parto normal’’, complementa.
Para quem já malhava
A professora adverte que a musculação só pode interferir beneficamente para as mulheres que malhavam antes de engravidar. ‘‘O maior problema, na realidade, ocorre quando gestantes que nunca fizeram qualquer tipo de atividade física resolvem fazê-lo justamente no período da gravidez. E os fatores de risco do exercício na gestação ocorrem, não pelo fato delas estarem grávidas, mas sim pelo fato de iniciarem numa atividade física sem estarem aptas e acostumadas à prática regular de exercício’’.
Ela explica que alguns exercícios que já eram praticados são mantidos, mas com intensidade, volume e sobrecarga reduzidos. ‘‘Por exemplo se antes de estar grávida ela corria agora caminha, se treinava pesado, agora o treino obrigatoriamente tem que ser leve e atividades de agachamento, no leg press e em decúbito ventral devem ser evitados’’, finaliza.
A advogada Silvia Regina Gazda, grávida de 5 meses obedeceu as regras. Ela respeitou o repouso durante o primeiro trimestre e mudou o horário do treino do período noturno para o matutino. ‘‘O mal estar que sentia durante o dia sumiu quando passei a treinar pela manhã. Meu intestino começou a funcionar melhor e a disposição que tenho é outra’’, conta.

Be­ne­fí­cios

■ Fa­ci­li­ta o tra­ba­lho do par­to nor­mal;
■ Di­mi­nui as com­pli­ca­ções pós par­to;
■ Apri­mo­ra a con­di­ção fí­si­ca pós par­to;
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