Reabilitação de problemas na coluna vertebral como lombalgias, desvios posturais, escolioses e hiperlordoses. Reduzir dores nos ombros, colunas, articulações e joelhos. Tudo isso é possível graças ao método Pilates, a alternativa mais utilizada atualmente por fisioterapeutas no tratamento de problemas ligados à estrutura óssea de homens e mulheres.
Criado na década de 1920 pelo alemão Joseph Pilates, a atividade física tem como base seis princípios: respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos. Segundo a fisioterapeuta Ângela Carvalho, o inventor da técnica tinha vasta experiência como ginasta, nadador e lutador de boxe.
Ela explica que as outras influências de Pilates eram as artes marciais, yoga, zen budismo e exercícios praticados pelos antigos gregos e romanos. ''Ele também era estudioso da área de anatomia e fisiologia. Num determinado momento ele reuniu tudo e criou o Pilates que conhecemos hoje'', afirma.
Segundo a fisioterapeuta Daniela Custódio, com formação em Pilates, a maior parte da procura se dá por pessoas com dores lombares, também conhecidas como lombalgias. ''Também existe quem procure por questões estéticas ou problemas reumáticos. Atualmente os reumatologistas passaram a indicar o Pilates em casos de reumatoses, artroses, artrites e fibromialgias'', observa a fisioterapeuta, que há dois anos abriu o Corporale Studio Pilates, com a colega Ângela.
Na prática, Daniela explica que enquanto a musculação utiliza o corpo todo para realizar um único exercício, como por exemplo, um agachamento que exige esforço não apenas da coxa, mas da musculatura lombar, glúteo, pescoço, ombros e braços numa única bateria. ''No Pilates, quando o foco é o músculo da coxa não há essa ''compensação'', que exige esforço de outras partes do corpo, como na musculação. Por isso, não tem como fazer errado, o que acarretaria numa lesão'', compara a fisioterapeuta.
Outra característica é o reduzido número de repetições. Ângela explica que são séries pequenas que variam entre oito e doze exercícios por bateria, fato que não acarreta sobrecargas e desgastes, afastando os riscos de lesão.
A utilização de aparelhos e acessórios caracterizam o Pilates desde sua criação. Daniela explica que uma espécie de carrinho chamado ''reformer'' e o ''trapézio'' foram as primeiras criações. Na sequência, derivaram a cadeira ''combo'' e o barrel, que, segundo ela, ''foram inventados com objetivo de proporcionar a prática em casa''.
''Depois que a novidade passou a ser difundida por outras pessoas surgiram as técnicas de solo. Na verdade, são aulas com bolas bobat, rolos, pesos e o bozu - que é uma bola pela metade - considerada uma das novidades no Pilates'', ressalta.
Inclusive, a forma de se praticar Pilates mais difundida é a utilização da bola. Segundo as fisioterapeutas, ela deixa o exercício mais difícil pois não há estabilidade quando comparada com qualquer tipo de solo firme é menor.
''Quando você desestabiliza o corpo devido à sensação que a bola proporciona, ele começa a se reorganizar automaticamente. Isso exige uma readaptação do corpo, pois atua sobre os músculos profundos, que normalmente são menores e difíceis de trabalhar em atividades normais. É isso que a pessoa busca quando faz Pilates''.

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