Fala, Professor
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terça-feira, 16 de março de 2010
Renato Oliveira<Br> Reportagem Local 
A tecnologia quebrou as barreiras físicas quando o assunto é treinamento para maratonistas e fundistas. Uma nova geração de esteiras eletrônicas surge com um software específico que possibilita simular numa tela de computador os trajetos das principais provas do planeta, como a São Silvestre, a Meia Maratona do Rio de Janeiro ou, até mesmo, a Maratona de Nova Iorque, sem sair de dentro da academia.
''Com esta esteira, se você nunca correu a São Silvestre e tem interesse, quando chegar na hora da prova o percurso não será novidade'', explica a personal trainer Silviane Moreira, da Academia Gustavo Borges. Ela afirma que o atleta vai para a prova sabendo onde serão os trechos de subida, qual a velocidade média e o ritmo de esforço recomendado. ''Normalmente, as pessoas treinam em ruas e pistas comuns sem saber o estilo do trajeto. Com a esteira é possível antecipar tudo isso'', ressalta.
A novidade também serve como estímulo para aquele esportista que tem uma rotina atarefada, como família e trabalho, mas quer realizar o sonho de disputar alguma prova em específico. Este é o caso de Iracema Mangoni, mãe de quatro filhos que está dedicando aos treinamentos suas raras horas vagas para a correr a próxima Meia Maratona do Rio.
Antes de conhecer a esteira, Iracema não tinha a menor ideia daquilo que a esperava na Meia Maratona. Atualmente, ela dedica cerca de duas horas diárias aos trabalhos na esteira e observa que já tem noção do ritmo e velocidade que deverá imprimir durante a prova, bem como a inclinação dos trechos que o trajeto oferece.
''Isso facilita muito na hora de treinar. Ela força você a manter a velocidade, que fica prejudicada nas ruas quando é necessário desviar de algum pedestre ou atravessar a rua. Na esteira esses percalços não existem e dá para manter o ritmo sempre'', analisa.
Mas, como em qualquer tipo de treinamento esportivo, é fundamental o acompanhamento de um profissional de educação física que irá montar um cronograma de acordo com o biotipo de cada ser humano. Segundo Silviane, antes de se aventurar pelos trechos disponíveis na Movement E-750, é preciso procurar um professor de corrida para dividir a carga de esforço físico.
''Isso permite saber quanto a pessoa pode correr em cada bateria. O aluno tem que seguir esse cronograma, pois nem sempre correr mais significa melhorar o rendimento. Nem sempre é correr 200 quilômetros na semana significa render mais. Tem que ter um planejamento cadenciado'', observa.


