Fala, Professor
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Dentre as diversas nuances que compõem o treinamento esportivo, os serviços personalizados conhecidos popularmente como personal trainer e preparador físico possuem raízes na gênese do mundo ocidental, mais precisamente na Grécia antiga. Ambos tornaram-se evidentes nos anos 80, quando estrelas preferiam praticar exercícios com acompanhamento mais específico e atletas encontraram neste tipo de serviço soluções para aumentar o rendimento de acordo com seu biotipo específico.
Segundo Lilian Barazetti, mestre em performance humana, tal segmentação no mundo esportivo se fez necessária devido ao objetivo distinto dos dois grupos que recorrem a prática de exercícios para atingir algum tipo de objetivo. Se a pessoa pensa em ganhar ''aptidão física relacionada à saúde'', ela terá que nortear os treinos no sentido de ampliar rendimentos como flexibilidade, capacidade aeróbia e composição corporal.
Mas se o assunto for esporte de alto rendimento o foco é o ganho de velocidade, força máxima, dentre outros aspectos, que não são necessários quando o objetivo é melhorar a saúde. ''O enfoque acaba sendo um pouquinho diferente'', define Lilian. Conforme exemplica, em geral, a capacidade aeróbica e a resistência de força e flexibilidade são características comuns a ambas situações. ''Quando você vai desenvolver o organismo com foco na saúde, existe um nível máximo. Quando se é um atleta, esse nível tem que ultrapassar os seus limites'', compara.
Quanto às ferramentas disponíveis para realizar ganho de rendimento na prática de esportes ou apenas qualidade de vida, Lilian elenca três fundamentais. Suas origens remontam os princípios básicos da história do treinamento esportivo e são individualidade biológica, especificidade e sobrecarga.
''A individualidade biológica é a que mais cabe no treinamento personalizado, pois cada ser humano é único e responde de maneira diferente ao mesmo estímulo. Esse é um princípio que veio do treinamento desportivo e calhou com o treinamento personalizado'', detalha.
Já o princípio da especificidade diz que se o objetivo do atleta é melhorar a força o foco deve ser em exercícios como musculação. Por sua vez, o princípio da sobrecarga existe para que haja uma evolução da condição, seja ela para a saúde ou para o desporto, sendo importante submeter o organismo a um estresse maior, que é o mesmo que aumentar a carga ou intensidade da atividade.
De acordo com a mestre em performance humana, se você pegar como exemplo um atleta da área de lutas, as corridas foram praticamente banidas dos treinamentos. ''O esporte dele não é esse. Até há algum tempo atrás era muito comum, mas hoje não é mais característico. Salvo caso onde seja necessário perder peso, mas se não for assim não ocorre'', pontua.


