A atividade aquática para portadores de deficiência mental, no que diz respeito aos transtornos mentais, é um desafio, principalmente sobre a importância da educação física no tratamento. No campo da psiquiatria há poucos livros e informações, mas a atividade física, particularmente a atividade aquática, é um dos principais fatores no tratamento a uma pessoa com transtornos mentais. Ela capacita sobre o estado emocional, cognitivo e o psicológico da mesma trazendo bem-estar e socialização.
A medicina do movimento vem aperfeiçoando na experimentação da atividade física, como procedimento eficaz tanto na prevenção, quanto no tratamento de reabilitação dos transtornos mentais, que em virtude de vários fatores decorrentes dos sinais dos sintomas, levam o indivíduo ao isolamento, à hipocinesia, ao sedentarismo e ao desregramento dos hábitos de vida.
A atividade aquática como resposta intencional do organismo a um estímulo capaz de gerar força física, intrinsecamente derivada de uma complexa rede de reações bioenergéticas que ocorrem no organismo, originará a capacidade de rendimento nas atividades da vida diária que uma pessoa pode desenvolver, seja ela sadia ou não.
A atividade aquática melhora a saúde psicológica. Os professores de educação física têm importância fundamental no tratamento dos transtornos mentais. Por meio de suas práticas educativas e devido a amplitude terapêutica da atividade física, os professores operam junto ao psiquiatras em equipes de diagnóstico e atendimento.
Há um número considerável de estudos sugerindo que a atividade física está positivamente associada com funções psicológicas, cognitivas, percepções de controle ou autoeficácia.
A atividade aquática é uma relação positiva como as autopercepções: estima, controle e eficácia, além do humor e afeto. A autoestima é considerada um aspecto focal da saúde psicológica e bem-estar e a atividade física poderia ter seus melhores benefícios na saúde psicológica através do aumento da autoestima.
Com a relação à autoeficácia, a participação em exercícios influencia positivamente percepções de capacidades físicas e, portanto está ligada ao domínio do funcionamento ou modo de atividade. Bem-estar psicológico ou emocional é definido como um estado psicológico representado pelo predomínio do afeto positivo sobre o negativo designado, subjetivamente, por satisfação geral com a vida e a capacidade de apreciá-la. Saúde, felicidade e satisfação com a vida, tendo por base a saúde psicológica e a relativa falta de ansiedade, depressão e estresse, são aspirações humanas, positivamente associadas com a prática regular de atividade físicas.
O exercício físico gera uma influência positiva para a autoimagem e autoestima da pessoa portadora de deficiência mental. Os maiores benefícios são os mecanismos de autopercepção e autocontrole, domínio e eficácia, recuperação da imagem positiva do corpo, elevação do estado de humor, administração do estresse e interação social.
Com relação às implicações clínicas do exercício, como terapia nos transtornos psiquiátricos, sabe-se que as maiores dificuldades encontradas são a aderência e a manutenção do paciente no programa de atividades.
Há muitas evidências relatadas sobre a importância da atividade física na saúde mental, mas há carência de estudos e pesquisas que comprovem a sua eficácia no nível mundial.
Lilliane Moccelin, professora de educação física

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