Joana D'arc Bibiano, 49 anos, representa a classe das ''secretárias do lar'', que cansaram da rotina exaustiva de lavar, passar e cozinhar. Ela voltou a estudar e está cursando o ensino fundamental num centro de educação básica para jovens e adultos de Londrina. Assim que concluir, ela pretende ingressar num curso técnico profissionalizante para depois tentar concurso público.
Desde sua adolescência Joana D'arc trabalha com serviços domésticos. Começou aos 12 anos na profissão de babá. O ofício árduo e as constantes horas trabalhadas sem a devida valorização a fizeram mudar de ideia com relação a profissão. ''Não tive a oportunidade de estudar na época certa. Resolvi voltar a estudar porque não quero mais ser doméstica'', afirma.
''O serviço de lavar, passar, limpar e cozinhar, não é fácil e quando a idade chega fica ainda mais pesado, além disso, a empregada doméstica não tem todos os direitos que um trabalhador tem como PIS, FGTS'', resigna-se.''Se eu for mandada embora, que garantia tenho?'', indaga.
''Já me informei e sei que até os 60 anos eu posso prestar concursos públicos. Numa empresa, se eu me aperfeiçoar posso subir de cargo, sendo doméstica, não. Doméstica sempre será doméstica'', dispara. (K.A.)

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