Vítimas devem manter a serenidade
Leda Cristina Marques Ávila, psicóloga especialista em comportamento humano, explica que a linha que separa a comunicação interna da fofoca é muito tênue; está implícita na intenção de prejudicar a outra pessoa e deve ser evitada em qualquer ambiente, principalmente no meio corporativo. ''A conversa entre funcionários, quando se trata de uma comunicação interna, é salutar inclusive para disseminar a visão, a cultura e os valores da empresa''. explica. O problema, segundo ela, está na maledicência. ''Rádio-peão existe e não há como proibir. O que podemos fazer é descobrir quem está causando o boato e se, de fato for verdade, chamar essa pessoa e conversar. Caso isso não seja o suficiente, a empresa deve aplicar as regras e formas de conduta que culminam em advertências, suspensões e até mesmo uma demissão'', explica.
Comentar coisas corriqueiras, como por exemplo uma transferência de departamento ou uma promoção, é um fato salutar, de acordo com a psicóloga, mas alimentar o boato que isso rolou não por competência já é uma outra situação e o assunto fica mais sério.
No ambiente de trabalho ela recomenda que as vítimas de boatos maldosos mantenham o autocontrole, a integridade, a serenidade, compostura e o equilíbrio. ''Esses predicativos são pontos favoráveis para a vítima deste tipo de problema, que deve ser cortado pela raiz'', defende ela, alegando que o assunto deve ser tratado de forma racional e com delicadeza, não devendo ser ignorado, tendo em vista que a moral e conduta estão sendo lesadas, diz. (K.A.)





