Vestibulando mantém planos de ser médico
Aumentar o número de professores e tornar mais rígido o ensino. Esta seria a medida mais apropriada para melhorar a formação dos médicos, na opinião do estudante Victor Yuji Igarashi, de 18 anos, que se prepara para prestar vestibular em Medicina. Ele diz ter um "sentimento ruim" em relação à proposta do governo. "O curso já é extenso. Se a intenção é melhorar a formação, a medida mais simples seria investir mais no ensino durante os seis anos que já existem. De que adianta aumentar o número de médicos atendendo no SUS (Sistema Único de Saúde) se a infraestrutura continua precária?"
A exemplo das entidades representativas da classe, Victor defende que a forma mais eficaz de atrair os médicos para o serviço público de saúde seria o correto e justo pagamento pelo trabalho realizado. Mas mesmo diante da ameaça de mudanças, ele não pretende mudar seus planos. "As medidas não influenciam minha intenção de cursar Medicina. É isso o que eu quero. Se for necessário, vou prestar os dois anos de serviço no SUS", garante.
A FOLHA procurou representantes da Associação dos Médicos Residentes de Londrina (Amerel), mas eles preferiram não se manifestar sobre o assunto, argumentando que as novas medidas não o afetarão. A Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR) não deu retorno aos contatos feitos. (S.L.)





