Imagem ilustrativa da imagem Uma mãe ajuda a outra
| Foto: Gina Mardones
"A maternidade dá um ‘restart’ em nossa vida emocional e nos faz repensar nosso tempo, presente e futuro", resume Priscila Carrasco, que montou com Juliana Leite empresa de varais decorativos



O nascimento do segundo filho aproximou Priscila Carrasco e Juliana Leite. Além da amizade, elas construíram juntas a marca Para Lá de Bom que comercializa há nove meses, varais decorativos feitos manualmente.
"Percebemos que além da busca pela maternidade ativa, tínhamos outros interesses em comum. Fizemos várias pesquisas, alguns testes e montamos um Instagram para ver a reação das pessoas. Logo, partimos para os bazares da cidade e, hoje, temos parcerias com lojas fora de Londrina também", conta Juliana, mãe do Otto, de 4 anos, e Yuri, de 1 ano e nove meses.
Mas o trabalho da Para Lá de Bom não deve se limitar às vendas. Ambas, buscam movimentar e incentivar um grupo de mães para troca de informações, experiências e valorização do empreendedorismo materno.
"Acho que as mães estão buscando o empreendedorismo pelas dificuldades atuais do mercado de trabalho, mas também por escolha. A maternidade dá um ‘restart’ em nossa vida emocional e nos faz repensar nosso tempo, presente e futuro. Então, se existia alguma dúvida no caminho que você estava seguindo ou um sonho engavetado, este momento se torna propício às mudanças", acrescenta Priscila, mãe da Isabel, de 7, e Estela, de 2.
A gestação também foi o momento que Karina Karner e Heloísa Sandoval decidiram empreender juntas. E há quatro anos, o Mães em Obra atende outras mães em assessoria de festa infantil.
"Temos visto o potencial do mercado devido as mães que justamente estão trabalhando fora de casa e não têm tempo de organizar e produzir as festas dos filhos", revela Karina, mãe da Luísa, de 4.
Para elas, também era muito difícil pensar em voltar ao mercado tradicional, com seis, oito horas diárias. "A gente queria cuidar dos bebês, acompanhar todo o desenvolvimento deles, mas ao mesmo tempo, precisávamos de uma fonte de renda", diz Heloísa, mãe do Pietro, de 4, justificando o motivo que as levaram a ter a própria empresa. "Nosso negócio vem crescendo e, hoje, atendemos uma média de cinco festas por mês", comemora. (M.O.)

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