Uma geração que prioriza o papel social
Para os jovens, entre fazer diferença e ganhar dinheiro, eles escolhem fazer os dois. Essa é a essência que muitos especialistas atribuem aos millennials. O administrador e empreendedor social Marcus Barão ressalta que o momento agora é de construção de um modelo mental.
Segundo ele, os jovens começam a olhar para "fora", para os desafios e não somente para o mercado. O estudo "Cultura Empreendedora no Brasil", realizado pela Endeavor Brasil e Troiano, entrevistou 3.917 pessoas entre março a maio de 2014, em 14 praças, incluindo Curitiba.
Para 53% dos respondentes, os novos empreendedores são aqueles que mais contribuem para o desenvolvimento no Brasil, enquanto 24% disseram ser as grandes empresas brasileiras.
Essa linha de pensamento é revelada também pelo estudo "Millennial Survey 2015", da Deloitte, com 7.800 entrevistados da geração Y, de 29 países. Para eles, as empresas precisam repensar as suas causas.
Do total, 75% acreditam que as empresas estão muito focadas nas próprias agendas e não em ajudar a melhorar a sociedade. Em relação à liderança, os jovens afirmaram que dariam mais atenção às pessoas, pois em suas perspectivas, os atuais líderes valorizam mais o lucro e as recompensas pessoais.
Uma outra pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio Grande do Sul, realizada no primeiro semestre de 2015, aponta que dos 1.500 jovens participantes, o maior objetivo ou sonho de vida de 55% é "ser capaz de ajudar os outros a mudar suas realidades de vida."
"De fato, o empreendedorismo social é uma grande tendência, ou melhor, uma grande oportunidade. O jovem tem pensamento sistêmico, isto é, consegue trabalhar em rede e ele está construindo uma nova forma de enxergar a carreira, o mercado de trabalho e as oportunidades de negócio", conclui Marcus Barão. (M.O.)





