Sebrae e E-commerce Brasil realizaram uma pesquisa entre junho e julho do ano passado, com 668 respondentes. O objetivo era entender a realidade do varejo on-line brasileiro. Entre os números, ganha atenção o fato de que 41% das empresas participantes foram criadas entre 2013 e 2014 e que uma em cada três operam exclusivamente na internet.
É o caso da loja virtual de moda fitness das londrinenses Fernanda Penteado de Lima e Fátima dos Reis Penteado. Em setembro do ano passado, mãe e filha resolveram embarcar no universo virtual para revender marcas de roupas de ginástica.
Fátima é bancária aposentada e tinha planos de não ficar parada. Já Fernanda atua como personal trainer e comercializava algumas peças para alunos, porém de forma informal. Elas buscaram a consultoria de uma empresa que desenvolve sites especializados em e-commerce e aprimoraram as formas de relacionamento com os clientes.
Há um chat on-line no site, além de um selo de segurança e um endereço físico. "Não atendemos no espaço físico, mas o fato de ter essa informação é uma segurança para quem compra", diz Fernanda.
Na pesquisa, as redes sociais aparecem com 60% entre os principais canais de conversão de vendas. E essa realidade é confirmada pelas sócias.
De acordo com Fernanda, o Facebook, Instagram e o WhatsApp são os principais canais de divulgação e compra. "Na conversa, acabo direcionando para o site, mas algumas pessoas acabam comprando direto nas redes mesmo, alegando facilidade já que a maioria acessa pelo celular", diz.
As peças são encaminhadas via correio e os pagamentos podem ser feitos por meio de depósito em conta, cartão de crédito ou boleto. Entre os e-consumidores, Fernanda cita que menos de 1% são de Londrina. "Enviamos muito para o Norte e Nordeste, mas também já tivemos pedidos para fora do país, como Suíça e Nova Zelândia", conta.
Ainda de acordo com o levantamento do Sebrae, entre os principais destinos de venda, o Paraná é apontado com 8,6% e o WhatsApp é o canal de atendimento para 18% das empresas.
"Essa ferramenta facilitou muito, pois, além do primeiro contato, é um canal para termos um feedback se o produto chegou, se atendeu as expectativas. Além disso, procuramos deixar bem claro que o processo de troca é tranquilo, inclusive se o cliente não gostou da mercadoria. Os clientes admiram esse cuidado", revela Fernanda.
Com 32 mil seguidores, a MultFit Store já comercializa cerca de 300 peças ao mês. (M.O.)

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