Considerado organizador de informações, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, a coordenadora do colegiado do Curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Silvana Drumond Monteiro, argumenta que a imagem do profissional pode até estar presa ao suporte livro, mas a realidade é outra. ''Com a inserção das novas tecnologias os profissionais têm ampliado suas formas de trabalho'', afirma.

Mesmo sabendo que o curso tem se aprimorado e ampliado sua forma de atuação ao inserir as novas tecnologias de informação existentes, a questão que fica é: Será que a digitalização dos meios de informação pode levar ao fim das bibliotecas?
Para Silvana, o conteúdo digital e as bibliotecas convencionais vivem hoje um período de coexistência ''A profissão está mudando e estamos acompanhando esse processo. Não se pode dizer quando as bibliotecas virtuais e digitais serão proeminentes, mas é certo que esses profissionais estarão prontos para gerenciar esses conteúdos'', aponta.

Ela salienta que, além das bibliotecas, a graduação permite que se atue em centros de documentação, e de bancos de dados, centros culturais, museus, repartições públicas - na organização da informação- e até cinemas e centrais de mídia. ''O campo é vasto e por não ter tanta demanda muitas vezes somos obrigados a antecipar a formação de alunos que passam em concursos públicos'', ressalta, destacando a fácil inserção no mercado de trabalho.

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