O mundo corporativo tem se tornado cada vez mais competitivo e mutante. Tecnologias novas chegam a cada dia e o aperfeiçoamento é fundamental para se manter competitivo, além das mudanças atuais no exigido em relação ao comportamento dos funcionários. Esse reflexo da globalização tem colocado em cheque a competência dos funcionários e gerado dúvidas no setor empresarial entre investir em treinamentos ou dispor de uma boa quantia para a demissão de um funcionário e a contratação de alguém novo e mais preparado.
Para Fabian Trelha, da Sincera Consultoria, empresa que trabalha com self coaching, o treinamento é a hipótese mais viável. Segundo ele, a partir do momento em que a pessoa se conhece melhor, ela vai produzir mais e isso só será possível se houver orientação. ''Com o treinamento você não muda o comportamento da pessoa, nem a personalidade, mas a leva ao autoconhecimento que automaticamente leva a automotivação'', explica.
Ele enfatiza que o funcionário passa então a transferir seu conhecimento de forma apropriada e aprende até mesmo a se preservar dos ataques externos que muitas vezes atrapalham a produtividade. ''A raiva geralmente surge porque o funcionário não consegue entender o funcionamento da empresa ou algum processo de mudança'', conclui.
Quando uma empresa opta por uma demissão, segundo Trelha, terá além dos custos financeiros um custo social inestimável. ''A velocidade de retorno para você treinar um funcionário da empresa é superior a de um novo, sem contar que se esse funcionário antigo for treinado ele se automotivará e contagiará toda a equipe. Se você está feliz, você contagia. Se você está triste, contamina''. E acrescenta que um novo funcionário leva tempo para se adequar e até mesmo conseguir conquistar a confiança do grupo.
E para quando a demissão for inevitável, Trelha orienta cautela. ''Quando uma demissão ocorre, ela deve ser efetivada de forma clara, tanto para quem será demitido quanto para os funcionários que ficam, para que não ocorra uma desmotivação, com redução de metas e o próprio descrédito da empresa. Um empresário, antes de mandar um funcionário embora precisa dar uma chance a ele''.
Liderança Corporativa
A liderança coporativa é um outro ponto lembrado. Para Trelha, ela precisa estar em constante evolução com a finalidade de que esse processo seja eficaz. ''Se por um lado no século 19 tínhamos um modelo de liderança que era pautado pelo autoritarismo, no século 20, o líder tinha que estar a frente da equipe e ser um modelo que motivava e liderava. Hoje estamos no século 21 e vivemos a era da informação e o momento pede um líder que tenha características pró-ativas. Ele tem que caminhar junto e tirar de dentro do funcionário o que ele tem para dar e não consegue demonstrar''.
Para o especialista, esses tópicos são cruciais para o sucesso de qualquer equipe.

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