O setor de Tecnologia da Informação (TI) continua em franca expansão e emprega hoje cerca de 1,3 milhão de profissionais. Estima-se que, em 2014, a demanda por mão de obra nesta área será superior a 78,5 mil vagas nos principais mercados do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul). O problema é que a formação de profissionais em TI não está acompanhando este crescimento. A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) alerta que a oferta de mão de obra será 58% inferior a demanda estimada para o próximo ano. De acordo com a entidade, apenas cerca de 33 mil estudantes vão concluir no ano que vem o curso superior na área nestes estados.

A força do mercado de TI também foi constatada em recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Conforme levantamento, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criadas 304,3 mil vagas para profissionais com ensino superior. Deste total, 49,5 mil postos (16%) eram específicos para analistas de tecnologia da informação (TI), sendo a área que mais cresceu no Brasil.

O segmento de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis é um dos que mais vem ganhando força no setor nos últimos anos. Isto porque as empresas estão percebendo que esta ferramenta é uma boa estratégia de marketing para a atração de mais clientes para seu negócio, já que o acesso à informação por meio de celulares, tablets, smartphones, entre outros equipamentos móveis, está se tornando cada vez mais usual entre as pessoas. "Eles (os aplicativos) podem ser encomendados por profissionais liberais, agências e empresas que queiram um trabalho específico, ou ainda, serem produzidos por profissionais da área que têm uma ideia inovadora e resolvem desenvolver o aplicativo'', explica Jether Neto Canhada, diretor de tecnologia e um dos sócios da Tipis Mobile.

Atuando há quase três anos no setor, o diretor diz que a empresa começou de forma caseira e acabou crescendo junto com o mercado. Hoje além de Londrina, a marca tem escritórios em Curitiba e São Paulo. Entre desenvolvedores e designers, são 16 profissionais que atuam no grupo, que já desenvolveu cerca de 40 aplicativos. De acordo com o empresário, o custo de produção de um aplicativo gira em torno de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

Canhada afirma que hoje existem cerca de 15 categorias diferentes onde são segmentados os programas desenvolvidos para mobile. A crescente do mercado, segundo ele, tem gerado uma escassez de profissionais neste segmento. ''Muitas instituições de ensino não possuem em sua grade uma matéria específica de aplicativos para mobile e sofremos com a falta de profissional especializado no setor. Além disso, o profissional precisa correr atrás porque o setor está em constante evolução'', alerta.

A falta de mão de obra qualificada aliada a grande área de atuação de TI propiciam bons rendimentos aos profissionais da área. Em Londrina, os desenvolvedores de aplicativos ganham entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, mas em grandes centros, os salários são mais vantajosos. Em São Paulo, por exemplo, estima-se que variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

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