Teste físico pode ser o fim da linha para concurseiros
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domingo, 10 de junho de 2012
Vinícius Fonseca a <br> Reportagem Local 
Nem só teoria e títulos são suficientes para quem quer entrar na carreira pública. Algumas seleções, entretanto, exigem mais do que o conhecimento teórico, como é o caso dos candidatos que encaram concursos na área de segurança pública. Eles devem ter em mente que o teste de avaliação física elimina muita gente, que deixa para se preparar quando passa na prova objetiva ou quando o edital é publicado.
Candidatos que se inscreverem, por exemplo, nos concursos das polícias Civil, Militar, Federal, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal passarão por rigorosos testes físicos e, somente com um treinamento adequado, poderão garantir a tão sonhada vaga em uma dessas corporações. De acordo com preparadores físicos, os exames de aptidão motora são os grandes responsáveis pelo ''fim da linha'' de grande parte dos concurseiros. Mas, por que isso ocorre?
Na opinião do professor de natação da Academia Gustavo Borges em Londrina, Marcelo Velazquez, isso acontece por falta de preparo do candidato. ''Muitos esperam o resultado da primeira fase e só depois de saberem que foram aprovados buscam auxílio para a parte física. Com o tempo curto a chance de um resultado positivo diminui'', alerta.
Acostumado a atender alunos que buscam principalmente vagas na Polícia Federal (PF) e no Corpo de Bombeiros (CB) - ambos com provas aquáticas - Velazques explica que o ideal é iniciar as aulas com pelo menos 6 meses de antecedência. ''Alguns conseguem se adequar em menos tempo, mas esse período seria o ideal para atingir as metas'', aconselha.
O professor aponta que na prova da PF há um teste em piscina de 50 metros, onde o candidato precisa percorrer o percuso em 41 segundos (homem) e 51 segundos (mulher), o que exige velocidade. Já nos bombeiros, a prova é de 200 metros e visa testar a resistência. ''Como os objetivos são diferentes, a carga e o tipo de exercícios mudam um pouco, mas em geral fazemos atividades com elásticos e trabalhamos muito atividades dentro da piscina. Se nota que muitas vezes o concurseiro não têm a técnica correta de natação e procuramos trabalhar isso'', revela.
No entanto, não é só na piscina que o bom preparo físico vai resolver. O personal trainer, também da Academia Gustavo Borges, Ricardo Manholer, indica que as provas precisam de um bom preparo muscular, principalmente no que diz respeito aos testes de corrida, salto e barra. ''A musculação vai condicionar o corpo e ajudar no alcance dos resultados'', defende.
Para quem pretende iniciar um treinamento antecipado visando os próximos concursos, Manholer deixa duas dicas importantes. ''Caso faça musculação e também a natação é fundamental que isso seja programado e realizado em dias alternados para não sobrecarregar o corpo. Quem estiver com sobrepeso é interessante que busque, antes mesmo de uma academia, um nutricionista para que seja montado um programa que não sobrecarregue as articulações e cause uma lesão'', aponta.
O fisioterapeuta e sócio-proprietário da Biofit em Cambé (Norte), Fábio Fernandes, é mais um profissional a ''engrossar'' a lista dos defensores de que o preparo físico é tão importante quanto o estudo para as provas teóricas.
Segundo ele, concurseiros experientes já reconhecem nos profissionais de academia a chance de largar na frente dos concorrentes, mas essa visão ainda necessita de uma popularização. ''A maioria dos candidatos ainda deixa a parte física para a última hora, quando o ideal é levar a teórica e a física concomitantemente. Vale salientar que a prática de exercícios fazem bem a saúde e podem servir como válvula de escape para a estressante rotina de provas'', acrescenta.
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